<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612</id><updated>2012-02-04T18:37:50.074-08:00</updated><category term='Crítica Política'/><category term='Conto'/><category term='Livro'/><category term='Edital'/><category term='Crítica Literária'/><category term='Literatura'/><title type='text'>Escritos - Raphael Reis</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-4250613202738237581</id><published>2012-01-24T04:53:00.001-08:00</published><updated>2012-01-24T04:53:26.841-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto: uma homenagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FfgiQ_xszp4/Tx6ohgU1zqI/AAAAAAAAAZk/cH1_rv57Dw4/s1600/Entrada.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-FfgiQ_xszp4/Tx6ohgU1zqI/AAAAAAAAAZk/cH1_rv57Dw4/s1600/Entrada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Para evocar o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o 67.º Aniversário da Libertação de Auschwitz (27 de janeiro de 1945), disponibilizo o conto &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Memórias de Auschwitz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de minha autoria, o qual faz parte da obra &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Conto: Memórias de Auschwitz, de Raphael de Oliveira Reis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ao levantar pela manhã, inquieto, fez reflexões sobre a consciência divina. Pensava que poderia ser acessada, embora não soubesse como. Aquilo lhe consumia grande tempo e energia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Penso que se fosse possível seria algo extraordinário, pois ela é a única a organizar na memória passado, presente e futuro. Ou seja, sabe exatamente o que aconteceu, o que acontece e o que vai acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Deste fato perturbador, o homem concluiu algumas premissas que não levam absolutamente a nada, mas tenho que colocar por escrito para ser fiel ao pensamento dele. São elas: 1º) se Deus já sabe o que vai acontecer no futuro, os homens não possuem liberdade, livre arbítrio; 2º) se Deus não sabe o que vai acontecer no futuro, então ele não está no tempo e muito menos é onipresente; 3º) se o futuro lhe é reservado, todavia não pode intervir no que já aconteceu, mesmo que isso não tenha ainda se concretizado na temporalidade do presente; 4º) porque deixar os seres humanos fazer tantas coisas catastróficas, mesmo já sabendo que eles farão? Talvez porque já conheça a natureza do homem, imperfeita; 5º) mas se a natureza do homem foi Deus quem criou, seria Deus imperfeito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Caro leitor, paro por aqui porque tais reflexões são premissas sofistas que não permitem conclusões e pouco me agradam. Deixo as reflexões deste homem, assim como meus pensamentos a respeito para outra hora e ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O que é oportuno dizer é que após abandonar as reflexões deste homem inquieto, fui até o seboQuarup, na Rua Padre Café, comprar um livro qualquer para leitura de férias. De férias, porque nesta ocasião a leitura é diferente; é feita por divertimento, lazer, sem obrigação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ao chegar ao dito sebo, o vendedor, infelizmente, me reconheceu tinha acabado de publicar um livro de Contos intitulado Contos de um Palimpsesto. Digo infelizmente pelo fato dele querer conversar sobre vários autores, como se eu os conhecesse profundamente. Resultado: saí do sebo com o volume I d' As Mil e Uma Noites. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas não é este o fato mais interessante. A compra me custou meros R$ 5,00; uma leitura deliciosa e um documento raríssimo- que estava perdido em uma das folhas – nem imagino como foi parar ali. Era uma carta manuscrita, em alemão, de um dos sobreviventes do Campo de Concentração polonês, Auschwitz, contando a história de dois irmãos judeus naquele campo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Devido ao fato de somente eu ter este manuscrito, e não vendê-lo por nada deste mundo, – às vezes penso doar para algum museu. No entanto, enquanto ainda não faço isso, revelo algumas informações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Em 1943, a família de tradição judaica foi levada em nome da superioridade da raça ariana, do preconceito, pela culpabilidade do desastre da 1º Guerra Mundial, ao Campo de Concentração de Auschwitz (Polônia), após uma tentativa de fuga na fronteira com a Hungria. Foram levados pelas tropas nazistas até Auschwitz I. A viagem foi cansativa, não menos cansativo o que estaria por vir. Ao chegarem à entrada, o portão principal continha o seguinte inscrito:Arbeit macht frei ,ou seja, o Trabalho Liberta – somente as pessoas que passaram por ali sabem o real significado dessa frase.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A Família de quatro pessoas: os pais Aron Veil e Anne Veil e os filhos Schumel Veil, 12 anos e Muller Veil, 14 anos, foram identificados: cada um com seu número, uniforme listrado e cabeças&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;raspadas. Os pais, além de serem judeus, eram intelectuais que trabalhavam na Universidade de Berlim e eram contrários ao regime Nazista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A família foi separada. Os filhos foram levados ao campo de Auschwitz II, conhecido como Birkernau, ficando juntos aos outros garotos, judeus e ciganos. O pai Aron Veil foi levado ao bloco 11 de Auschwitz I, o qual era destinado às experimentações e sua esposa, ao bloco 24 de Auschwitz I, onde eram selecionadas as presas mais bonitas e saudáveis para satisfazer os impulsos sexuais dos soldados. Sabendo disso, o esposo, não aguentando a separação dos filhos e o destino da mulher, na primeira oportunidade se jogou ao encontro dos arames eletrificados. A respeito de Anne, a carta não fala mais nada, só o fato de que fora levada ao referido bloco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quanto aos meninos, além da separação, do medo constante, os adolescentes, em sua inocência, sentiram o rigoroso frio do inverno alemão. Assustados, nunca olhavam para cima, daí só visualizarem a neve, a cerca e as botas dos soldados. Entre gritos e empurrões foram levados a uma das construções de Birkernau, uma espécie de dormitório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FNuBPRgk-cI/Tx6owIZEsDI/AAAAAAAAAZs/tDZdYxei_n0/s1600/Crian%25C3%25A7as.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" src="http://4.bp.blogspot.com/-FNuBPRgk-cI/Tx6owIZEsDI/AAAAAAAAAZs/tDZdYxei_n0/s200/Crian%25C3%25A7as.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Os dormitórios eram barracas feitas de madeira préfabricada. Dentro de cada barraca havia os beliches de madeira. O espaço destes era apenas o suficiente para ser ocupado por um único corpo que encontrava dificuldades para mover-se devido aos companheiros do lado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ao chegar a noite, os meninos trataram de arrumar um espaço para deitar. Amedrontados, nem olharam para os outros garotos. Muller, o mais velho, abraçava o irmão mais novo numa tentativa de passar segurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;As luzes se apagaram, veio o silêncio, Schumel chorava. Muller, tentando confortar o irmão e a si mesmo, passou a lhe contar uma história, com o intuito de que o irmão dormisse. Contou certa história de um príncipe e uma raposa, obra lançada e lida por Muller meses antes de ser levado ao campo de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;concentração. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tal narração era tão envolvente que outros meninos pediram para que ele a contasse mais alto. Resultado: passaram a noite escutando a narrativa de O Pequeno Príncipe, e a partir daquele momento, foram cativados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Pela manhã, os soldados levaram a ração. Os garotos comiam com as mãos as rações deixadas nos pratos com tamanha rapidez que dava a impressão de serem cães famintos. Depois foram levados para o campo de trabalho pelo comboio de soldados. A tarefa de Schumel e Muller era esperar outros dois colegas preencherem o carrinho de mão com areia, e depois empurrá-lo até outro ponto onde era descarregado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ao final do dia, já cansados pelo exaustivo trabalho, sentaram no chão. Imediatamente foram repreendidos pelos gritos e tapas dos soldados nazistas. Levantaram rapidamente e começaram de novo o repetitivo trabalho. Entenderam, então, o porquê de todos os garotos serem muito magros e comerem alvoroçadamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A noite chegou e como recompensa para o lazer que não tinham, os garotos pediram a Muller mais uma história que Schumel consentiu com um leve sorriso. Müller disse aos garotos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Vocês vão ter a melhor história do mundo, a do Cavalheiro Dom Quixote de la Mancha. Como a história era grande demais, Muller a adaptou. Levou mais cinco noites para terminá-la. Ao fim, todos o aplaudiram. O barulho foi tão grande que os soldados entraram na barraca para saber o que estava acontecendo. Ao abrirem a porta de madeira, o ruído desta alertou os meninos que imediatamente voltaram para os seus respectivos lugares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O gosto pela história foi tanto que levou um garoto chamado Ian, de 15 anos, a pensar que era Dom Quixote. Pela manhã, Ian disse aos garotos que todos eles estavam encantados pelos soldados, por isso, estavam com as cabeças raspadas, roupas listradas e com números.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na hora do almoço, Ian tomou em suas mãos uma pedra e, de um lugar que ninguém o via, a atirou na cabeça de um dos soldados. O sangue escorria pela cabeça do soldado, que enraivecido, procurava quem tinha feito aquilo. Como não conseguiu identificar o dono da travessura, pegou um garoto de nome Frank e lhe deu alguns socos para servir de exemplo. Ian ficou desesperado. Chorando, chegou perto de Frank e lhe pediu desculpas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Desculpas por quê? Foram os melhores socos que já tomei. Não me reconhece, sou o bom escudeiro Sancho Pança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Todos sorriram. Na sétima noite, Muller, a pedido de Schumel, contou a história de Aladim. A lua clareava um pouco a choça e, com isso, podiam ver os rostos uns dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Terminada a história, Muller inovou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Essa pedrinha que vocês estão vendo em minhas mãos está dotada de poderes mágicos. Quem quer experimentar e realizar o primeiro desejo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Eu, disse Frank.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– E o que você quer, garoto Frank?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Quero brincar de amarelinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Pois bem, garoto Frank. Seu desejo é uma ordem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Então, Muller riscou com a pedra o chão e desenhou uma amarelinha - todos se divertiram por alguns instantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Eu quero ser o próximo, disse Hosberg.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Esfregou as mãos na pequena pedra e disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Quero que todos sejam meus amigos para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Todos aplaudiram e consentiram num grande sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Por último, quero que meu irmão Schumel faça o pedido, disse Muller. Schumel, cabisbaixo, mas esperançoso, tomou a pedra do irmão; duas lágrimas escorreram de seus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Quero ver papai e mamãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O silêncio penetrou em todos. Muller e Schumel se abraçaram, caíram de joelho no chão e, abraçados, choraram longamente. Todos os outros garotos se abraçaram; caíram várias lágrimas silenciosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sem mais nenhuma palavra, foram dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Naquela madrugada entraram quatros soldados armados. Ascenderam as luzes e mandaram todos se levantarem – no que de pronto foram atendidos. Esvaziaram aquela choça, deixando somente 10 garotos, os mais fortes fisicamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Após entrarem na fila, levados pelo medo e pela sensação do que iria acontecer, Schumel deu a mão direita ao irmão, apertando-a. Antes de entrar no recinto que os soldados indicavam com as mãos, foram obrigados a se despirem. Em seguida, entraram todos por uma porta de aço. Todos os garotos olharam para os dois irmãos de mãos dadas. Encaravam Muller, na expectativa de algo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;– Não se preocupem amigos. Lembra-se de Dom Quixote? Esta é só mais uma aventura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Os garotos se abraçaram em uma grande roda. Do teto, veio o gás Zyklon B. Do crematório, a fumaça. Da barraca ondese encontravam os 10 garotos remanescentes, a tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ABFCnRXg8pE/Tx6o_9oioEI/AAAAAAAAAZ0/kEaZVyAH8Jg/s1600/gas.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-ABFCnRXg8pE/Tx6o_9oioEI/AAAAAAAAAZ0/kEaZVyAH8Jg/s200/gas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O autor deste relato é Frank, um dos 10 garotos selecionados naquele dia para continuar a viver, ou melhor, a trabalhar no campo. Além disso, foi o escolhido pelos soldados para conduzir os amigos até a câmara de gás. Viu tudo pela pequena vidraça da porta de aço. Após muito tempo, decidiu escrever o conteúdo que vos relatei – a carta está datada no ano de 1952. Enviou a carta a um tio que estava refugiado no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;As notícias que se tem sobre Frank é que ele ficou no campo por mais dois anos, quando finalmente acabou oencantamento, no final de janeiro de 1945. A última notícia que obtive sobre Frank foi através de uma pesquisa em jornais alemães em que ele estava presente, com seus 21 anos, na execução do comandante nazista Rudolf Hoss, em 1947, em frente ao forno crematório de Auschwitz I.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Para Rafael Laguardia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;17/01/2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Este conto faz parte da obra "Contos que Machado de Assis e Jorge Luís Borges Elogiaram", de Raphael de Oliveira Reis.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Aos interessados em adquirí-la:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Pontos de Venda em Juiz de Fora:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Livraria 3ª Margem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Livraria Vozes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Livraria Liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Planet Music&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Pontos de Venda (nacional e internacional):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/"&gt;www.livrariacultura.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariaasabeca.com.br/"&gt;www.livrariaasabeca.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="mailto:raphaeloliveirareis@yahoo.com.br"&gt;raphaeloliveirareis@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;﻿&lt;span style="font-family: &amp;quot;TTE2ACE9C8T00&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-4250613202738237581?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/4250613202738237581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2012/01/dia-internacional-em-memoria-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4250613202738237581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4250613202738237581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2012/01/dia-internacional-em-memoria-das.html' title='Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto: uma homenagem'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FfgiQ_xszp4/Tx6ohgU1zqI/AAAAAAAAAZk/cH1_rv57Dw4/s72-c/Entrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-5857314126061802934</id><published>2012-01-02T12:51:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T12:51:25.287-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Política'/><title type='text'>Comentários de Wallace Faustino sobre a postagem "Movimentações Políticas em Juiz de Fora: algumas possibilidades</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;Como o Wallace Faustino não conseguiu fazer a postagem de seu comentário, por causa do espaço, então, a coloco como postagem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Parabéns, Raphael, pelo artigo. Achei interessante a análise e serve como um ponto de partida para se avaliar o ano político em Juiz de Fora – isto não significa que eu resuma o ano político a eleições, mas, em se tratando de JF...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ninguém lembra que cientista político existe senão em ano eleitoral. E é interessante observar como, durante este período, eles se esforçam para tentar criar cenários possíveis provenientes da disputa em questão. Eu, sinceramente, não entendo nada de política em Juiz de Fora (o que torna o seu artigo ainda mais interessante e esclarecedor), mas, em grande parte, vejo o mais do mesmo. Pobre da Manchester Mineira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;De certa forma, as últimas eleições municipais ficaram marcadas em minha memória não pela vitória do ilustríssimo Custódio, mas sim pela atuação de atores outros diretamente interessados no pleito. De certa forma, esta interferência, ilícita em alguns momentos, torna-se mais danosa, ainda mais se tendo uma diferença tão mínima no resultado final, como o foi na disputa de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que quero dizer? Acho que Custódio, Wadson, Margarida, Júlio, Bruno e, pasmem, Bejani, terão de recorrer a alianças com diferentes setores da sociedade não simplesmente para ganharem a eleição, mas até mesmo para participarem dela. Somente a título de exemplo. O ICMS é um imposto estadual pago por quem vende tal produto. Contudo, o repasse do imposto é feito pelo comprador fazendo com que o valor do tributo fique atrelado diretamente ao preço. O comprador o repassa simplesmente por isto ser um fato e constatar o ato de compra e venda como consumado. Notavelmente, o ICMS de MG é infinitamente superior ao do RJ. E, como um dos maiores contribuintes do referido tributo é feito por serviços públicos como o de energia elétrica, podemos observar o reflexo disso na conta de luz da CEMIG, uma das mais altas do Brasil. Ora, a CEMIG, empresa, repassa o tributo aos seus clientes – a qualidade do serviço, no momento, não é objeto de nossas discussões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Os reflexos disso são, em parte, observado na migração de empresas que preferem se implantar em cidades vizinhas, como Três Rios, RJ, fugindo dos encargos mineiros. Portanto, grupos empresariais abandonam as searas mineiras em prol das fluminenses. Sinceramente, não me preocupo muito com os empresários (deixo a prefeitura com isso e o seu recente esforço para a construção do Distrito Industrial, uma contundente iniciativa de atrativo para as indústrias), mas, observo que o nível de diálogo que um candidato a prefeito possui nas esferas estadual, definidoras de impostos, e na esfera empresarial, contribuinte, acaba sendo determinante. Pergunta: qual dos candidatos infelizmente consegue manter este diálogo governo-município-empresas, seja ele probo ou não? Ou seja, qual dos candidatos está mais próximo do governo estadual? Afinal de contas, foi isso que vimos na última eleição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um outro ponto interessante na argumentação de Raphael encontra-se na mencionada participação federal em termos de impostos e desenvolvimento na fatia do progresso municipal. Ora, JF é a maior cidade da Zona da Mata Mineira (isso é estratégico), sem contar que se encontra no eixo Rio-Sampa-BH, cidades fundamentais para os próximos anos de Copa, Olimpíadas, Para-Olimpíadas e congêneres. Como JF ainda não é muito especial, também se encontra em fase de dependência de encargos e ajudinhas federais e estaduais. As primeiras são massivas e uma instância influente aqui na réplica inglesa do industrialismo está na UFJF. São notórios os investimentos do governo federal no ensino e pesquisa com possibilidade de desenvolvimento e ampliação de vagas. A acuidade visual do brasileiro, no entanto, não consegue perceber o nível de implicação disto na sociedade como um todo: como investimentos feitos na esfera federal presente no município podem retornar para a sociedade como um todo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Bem, isso leva a uma ampla discussão acerca de patentes das pesquisas desenvolvidas na UFJF. Mas, de certa forma, é importante considerar aqui a consistência de um outro diálogo: o de empresários de JF e região com o poder público municipal e a UFJF. A universidade conta com um reitor ambicioso que procura vaga em alguma legenda (já sabemos em parte que encontrou) para candidatar-se a algum cargo público em algum lugar – o que importa é ser público. Enfim, está interessadíssimo no diálogo em prol de JF e de suas dependências superiores do governo federal – lembremos que ele é um baita de um lobbysta (ops, íntegro profissional que nas horas vagas se dedica a andar pelos corredores do Planalto em busca de “informações”). Enfim, novamente, quem consegue estabelecer este diálogo? Qual candidato consegue inserir uma Universidade em franco processo de crescimento e a ser compartilhada por toda a comunidade e, obviamente, aos interesses de grupos diversos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Por fim, as simpatias são muitas, quase unânime, em todos os candidatos à disputa arrolados por Raphael. Mas, são muitos os participantes, oficiais ou não. As eleições já começaram há muito e quem estiver interessado em ganhar, primeiramente, tem de estar muito interessado em disputar a entrada para o clubinho dos candidatáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Abraços sempre fraternos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Wallace Faustino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Doutorando em Ciência Política pela UFJF&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mestre em Ciência Política pela UFJF&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Graduado em Comunicação pela UFJF&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-5857314126061802934?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/5857314126061802934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2012/01/comentarios-de-wallace-faustino-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/5857314126061802934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/5857314126061802934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2012/01/comentarios-de-wallace-faustino-sobre.html' title='Comentários de Wallace Faustino sobre a postagem &quot;Movimentações Políticas em Juiz de Fora: algumas possibilidades'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-5032841439022998846</id><published>2012-01-01T16:33:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T16:33:25.668-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Política'/><title type='text'>Movimentações Políticas em Juiz de Fora: algumas possibilidades</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O ano termina, e outro nasce outra vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O ano político de Juiz de Fora começa com certa agitação dos possíveis candidatos ao poder executivo e os projetos para o futuro da cidade, na tentativa de “obtenção, exercício e manutenção do poder”&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Alguns cientistas políticos apontam para a formação de dois grupos: o do “velho” e o do “novo”. No primeiro grupo estariam representados os nomes de Custódio Mattos (PSDB) e Alberto Bejani (PSL), e no segundo grupo os nomes de Júlio Delgado (PSDB), Bruno Siqueira (PMDB), Margarida Salomão (PT) e Wadson Ribeiro (PC do B). E ainda, algumas análises apontam também para um confronto entre o PSDB e o PT, disputa essa que se acirrou na última eleição, refletindo inclusive um panorama nacional desde 1995, que polariza o debate político entre esses dois partidos, o que já revela uma pobreza intelectual e de crise nos programas de outros partidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A classificação de “novo”, na verdade, não revela nada de novo, pois vejamos: Júlio Delgado e Bruno Siqueira são os típicos casos em que se revela o capital do sobrenome, e nada mais “natural” a tentativa de dar continuidade à reprodução do capital político familiar que carregam. Margarida Salomão já foi reitora por dois mandatos na UFJF, candidata a prefeita e candidata a deputada Federal. Wadson Ribeiro, entre os mencionados, o menos conhecido; mas já ocupou uma secretaria de esportes na esfera federal, candidatou-se a deputado federal e esteve envolvido em algumas acusações relacionadas ao Ministério do Esporte. Enfim, novos no cenário político local? Não. De novo só o ano de 2012 mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Esse cenário, por si só, já revela uma disputa acirradíssima para o ano que vem, e tomara que não seja só no nível do “toma lá e da cá”, como vem acontecendo, mas sim, em disputas de projetos e planejamento para cidade. E que os julgamentos e debates de ordem moral-religiosa fiquem onde têm que ficar - nas casas e templos religiosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ao realizar um prognóstico (mesmo sabendo que ainda está cedo e sem embasamento em alguma pesquisa), apontaria alguns movimentos possíveis, a saber:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Wadson Ribeiro, certamente não tem capital político para disputar com os nomes supracitados, porém em política “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, ou seja, se conseguir capitalizar uma expressividade em votos poderá ser um bom apoio para o segundo turno e também levar uma possível secretaria, caso o candidato que ele apoiar seja vencedor;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Alberto Bejani, o candidato mais conhecido nacionalmente, por suas proezas de improbidade administrativa, tem poucas chances efetivas de levar desta vez. Apesar de sua boa retórica para contra-argumentar as acusações, seu discurso não emplaca mais – é pura balela; possui um eleitorado muito específico na classe “E” e alguns na classe “D”. Sem contar que é pouco provável possíveis apoios de peso, visto que sua candidatura é de risco e associar a imagem a ele não é bom negócio;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Bruno Siqueira, como já disse, tem a vantagem de carregar um capital político familiar. Ainda, já foi Vereador (na última vez, o mais votado) e foi o único de Juiz de Fora a conseguir a uma vaga de Deputado Estadual na última eleição. Porém, isso é pouco para ganhar, mas vai incomodar. Possivelmente não terá apoio efetivo (engajado) da principal liderança política de seu partido (e talvez até da cidade), Tarcísio Delgado, por motivo óbvio. Suponho que haverá um esforço de associar sua imagem com a do Itamar Franco: ambos são engenheiros de formação, foram lideranças estudantis, bons moços, visão de futuro, etc. Sem sombras de dúvida, será o mais o “paparicado” no 2º turno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Custódio Mattos tem grandes chances de emplacar um 2º mandato, pois é quase de praxe isso acontecer (as pesquisas mostram essa tendência da reeleição). No entanto, até o momento não conseguiu fazer uma boa administração: não colocou as suas principais promessas de campanha em execução; aumentou o IPTU e a passagem de ônibus significativamente; diminuiu investimentos na área social; há uma insatisfação crescente dos servidores municipais (professores, médicos, engenheiros, técnicos administrativos, etc); as políticas municipais vivem a reboque do governo federal e estadual, e sua imagem está muito arranhada e desgastada nas classes E, D e C. Além disso, junto ao candidato Alberto Bejani, possui um alto índice de rejeição. Enfim, apesar da tendência na reeleição,&amp;nbsp;não creio que ele irá&amp;nbsp;nem o segundo turno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Margarida Salomão, apesar de não ter ganhado para Prefeita e para Deputada Federal, mostrou nas duas ocasiões uma votação expressiva. O seu partido está em destaque no cenário brasileiro há 9 anos e a imagem da mulher na política está em evidência. Mas, cuidado. A imagem da mulher na política está, hoje, associada a duas grandes personalidades: Angela Merkel e Dilma Rousseff. Isto que dizer: ligada com a questão da seriedade, da objetividade, da firmeza ao tratar sobre os assuntos, da confiança, eficiência administrativa... Também já vimos que o apoio de Lula e Dilma não é uma condição suficiente para garantir sua vitória. Além disso, os estrategistas do PT local terão que rever suas ações, pois não apresentar uma plataforma política consistente, numa argumentação vazia que será construída com a população, revela fragilidade, pois as propostas servem para dar transparência e comparações por parte do eleitor. Certamente estará no 2º turno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Júlio Delgado, assim como o Bruno Siqueira, possui capital político familiar, embora muito mais forte, até mesmo porque Tarcísio Delgado é uma figura pública da cidade desde 1966 e prefeito da cidade por 3 mandatos, e se não foi o prefeito ideal, é considerado por boa parte da população como o melhor prefeito no quesito administrativo. Júlio é Deputado Federal com destaque – sempre está entre os melhores parlamentares do Congresso e também sempre consegue votações expressivas na cidade. Fez alianças complicadas no passado (apoiou Alberto Bejani e Custódio Mattos no 2º turno), mas isso é fácil de reverter, até mesmo porque as pessoas têm memória política curta (infelizmente) e sua imagem não ficou associada aos dois nomes supracitados. É importante também apontar que será amplamente favorecido na campanha, pois no campo de batalha haverá uma “briga” frontal entre Custódio Mattos e Margarida Salomão. Em resumo, sairá em vantagem, pois economizará suas armas para o 2º turno e só terá que se preocupar em atingir, no 1º turno, os flancos dos demais candidatos, principalmente a do Bruno Siqueira, se for o caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Bem, está traçado, a meu ver, é claro, algumas movimentações possíveis. Contudo, o mais importante é saber como se dará o debate, o que aparecerá de novo em propostas para Juiz de Fora. Quem apresentará as melhores propostas, projetos e planejamento, de maneira consistente para Juiz de Fora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Entro o ano otimista, esperando uma disputa acirradíssima, com debates acalorados e profundos dos principais problemas da cidade e o apontamento de soluções reais e consistentes, pois é um consenso – pelo menos para mim: Juiz de Fora parou no tempo e precisa melhorar em quase tudo.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: ES-TRAD; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O conceito ora denominado de política é aquele explícito na obra “O Príncipe”, ainda que não definido por Maquiavel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-5032841439022998846?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/5032841439022998846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2012/01/movimentacoes-politicas-em-juiz-de-fora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/5032841439022998846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/5032841439022998846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2012/01/movimentacoes-politicas-em-juiz-de-fora.html' title='Movimentações Políticas em Juiz de Fora: algumas possibilidades'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-4976295150730452299</id><published>2011-12-19T04:19:00.001-08:00</published><updated>2011-12-19T04:19:30.197-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Conto: Preciso Escrever, de Raphael Reis (inédito)</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Preciso Escrever&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;“Não chegar ao fim é o que faz a tua grandeza.” Goethe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O jovem casal passeava pela bela Igreja, fundada pela Ordem Terceira de São Francisco, que levava o nome do santo medieval. A Igreja barroca revelava um pouco do século XVIII e a decadência do ouro nas Minas Gerais, visto que seus altares não receberam o dourado, a não ser o altar principal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Olhavam toda aquela quantidade de informações, admirados pela arte barroca e pela estátua do mestre Aleijadinho, principalmente a de São João Evangelista, avaliada em 2 milhões de reais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Após dezenas de fotos, caminharam em direção ao passeio da Maria Fumaça. No museu da Estação Ferroviária, eles observaram os relógios e os telefones antigos, e lembraram-se dos “causos” dos avôs. Depois visitaram o Memorial Dom Lucas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Filha, não tem jeito. Não consigo escrever e nem dar continuidade... Por favor, me ajude! Lamentava o escritor Ítalo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– O que aconteceu, pai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– O editor da revista me ligou agora mesmo perguntando se o conto estava pronto e eu lhe disse que estava terminando, porém eu não consigo dar continuidade a nenhuma história. A publicação é para amanhã e eu tenho que entregar alguma coisa até hoje à noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Chiii, pai, você está enrolado, hein?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Obrigado por me lembrar disso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Enquanto Ítalo rascunhava algumas folhas que paravam diretamente na lixeira, sua filha Beatriz ficou pensando em alguma ideia que poderia ajudar o pai a construir um conto interessante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Este aqui, exatamente o que meu pai precisa. Pai, este livro é o que você mais gosta; o velho e bom &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dom Quixote&lt;/i&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– E...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Por que você não inventa um capítulo a mais e diz que este foi encontrado em uma biblioteca e que você é o único que tem essa informação? Pode ser um caminho...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ítalo levantou-se da cadeira, deu um beijo na fronte da filha e exclamou que ela era um gênio. Logo, sentou-se de novo, passou a mão em uma das folhas e começou a escrever:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Até o momento se crê que a história de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dom Quixote&lt;/i&gt; é uma ficção e quem a escreveu foi Miguel de Cervantes. Na verdade, toda aquela história aconteceu e quem é o autor do livro é Sancho Pança, o próprio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Explico-me: tudo foi artimanha do esperto Miguel de Cervantes, que foi o primeiro a ter contato com as aventuras e as publicou em dois volumes, um em 1605, e outro em 1615.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Após a morte real de Dom Quixote, o camponês Sancho Pança narrou as aventuras dos dois para Miguel de Cervantes que, muito habilmente e astuto como sempre, as escreveu em papel e fez as adaptações necessárias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Posso afirmar ao que foi exposto empiricamente: encontrei uma carta escrita pelos punhos de Miguel de Cervantes em sua antiga casa em Alcalá, datada em 1616, na qual afirma minha versão, dias antes de falecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Ridículo, ridículo! Não tem jeito, hoje estou sem inspiração. Não vai sair nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ítalo amassou os rascunhos e mais uma vez os jogou fora. Sempre que necessitava de momentos de criatividade, dirigia-se para um gostoso banho de água quente; sempre vinham boas ideias. E foi isso que fez. Lembrou-se da história da Maria mata o boi e tira o couro, contada por sua avó, mas quando começaram a surgir os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;insights&lt;/i&gt;, ocorreu uma crise de consciência ambiental, que interrompeu o fluxo de ideias. Saiu do banho frustrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ao cruzar pela sala, deparou-se com o filho que acabava de chegar da rua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Pai, a mana já me disse o que está acontecendo. Vai por mim, escreve um livro de auto-ajuda que pelo menos você vai ganhar dinheiro! Os filhos caíram na gargalhada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Bruno, nem preciso comentar... Bem, que o título eu já teria uns três, no mínimo: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vivendo com Sabedoria&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Como ter Sucesso na Vida&lt;/i&gt; e, por último, o mais sensacional, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Como ser Feliz e ficar Rico&lt;/i&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;– Bem, acho que você está precisando de um, com o título: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Fonte de inspiração para escrever contos&lt;/i&gt;, complementou a filha Beatriz aos risos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Os três começaram a rir. Contudo, Ítalo não quis mais conversa com ninguém e saiu da sala, buscando o encontro consigo mesmo. Debruçou-se no parapeito da varanda e contemplou um passarinho flutuando pelo ar, até parar em uma das árvores que dava de frente para sua casa. Aquele simples passarinho, que muitos não dão importância, revelava a boniteza e a tranqüilidade, em contraponto à correria e impaciência do centro das cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Pensou, pensou; pensou numa história que envolvesse um romance no contexto da Idade Média. O cenário seria um castelo e um romance proibido entre um cátaro e uma católica, porém logo descartou essa possibilidade que, em outras palavras, já fora escrita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A noite chegou e, mais calmo, sentou-se em frente ao computador, no silêncio da casa, pois todos já estavam dormindo. Começou a escrever:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Naquela madrugada de inverno russo, Fiodoroevski foi acordado de súbito pelos soldados tsaristas. Foi condenado ao fuzilamento por grave crime de traição política à realeza. Levado a uma das praças que cerca seu bairro, foi preso a um dos postes, tendo como visão a neve. Neste instante fatídico, sentiu o gélido cano do revólver do soldado em sua nuca, o seu fim estava iminente. O arrepio da morte passou pelos seus pensamentos mais secretos: “como gostaria que um milagre acontecesse em minha vida e se Ele não me deixasse morrer”, disse para si mesmo Fiodoroevski, em tom de esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ali estava ele, ajoelhado e olhando para a neve, esperando a morte cronometrada, se não fosse o simples fato que mudaria toda a sua vida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Com o avançar das horas, Ítalo adormeceu, e infelizmente não pude presenciar o final, mas o leitor astuto o saberá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Este conto foi publico no dia 19/12 no blog do Prazer da Leitura, inscrito no seguinte endereço: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.grupoprazerdaleitura.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;www.grupoprazerdaleitura.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;, por acasião do encerramento das atividades do grupo no ano de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-4976295150730452299?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/4976295150730452299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/conto-preciso-escrever-de-raphael-reis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4976295150730452299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4976295150730452299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/conto-preciso-escrever-de-raphael-reis.html' title='Conto: Preciso Escrever, de Raphael Reis (inédito)'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-8702562324635275302</id><published>2011-12-13T03:35:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T03:35:00.986-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>São Francisco de Assis, herético? (Parte IV)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;FONTES PRIMÁRIAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;BÍBLIA&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Trad. Padre Antônio Pereira de Figueiredo. Rio Grande do Sul: Ed.Edelbra, 1979.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;ASSIS, São Francisco de. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Testamento. &lt;/b&gt;In.: (Org. e Trad.) SILVEIRA, Frei Ildefonso, O.F.M e Orlando dos Reis. Trad. Frei Edmundo Binder, O.F.M. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;São Francisco de Assis&lt;/b&gt;; Escritos e biografias de São Francisco de Assis. Crônicas e outros testemunhos do primeiro século franciscano. 5ºed. Petrópolis: Ed. Vozes / CEFEPAL, 1988. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;_______. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Cântico das Criaturas. &lt;/b&gt;Disponível em &lt;a href="http://www.procasp.org.br/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;www.procasp.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em janeiro de 2006. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;VITRY, Jacques de. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Crônicas. &lt;/b&gt;In.: (Org. e Trad.) SILVEIRA, Frei Ildefonso, O.F.M e Orlando dos Reis. Trad. Frei Edmundo Binder, O.F.M. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;São Francisco de Assis&lt;/b&gt;; Escritos e biografias de São Francisco de Assis. Crônicas e outros testemunhos do primeiro século franciscano. 5ºed. Petrópolis: Ed. Vozes / CEFEPAL, 1988.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;FONTES SUBSIDIÁRIAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;BERLIOZ, Jacques. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Monges e Religiosos na Idade Média. &lt;/b&gt;Lisboa: Terramau, 1996.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;BOLTON, Brenda. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A Reforma na Idade Média. &lt;/b&gt;Lisboa: Ed. Edições, 1983.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;CARDINI, Franco. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;São Francisco de Assis&lt;/b&gt;. 1ºed. Lisboa: Ed. Presença, 1993.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;CIANCHETTA, Romeo&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;. Assisi: Arte e storia nei secoli. &lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Narni – &lt;place w:st="on"&gt;&lt;city w:st="on"&gt;Terni&lt;/city&gt;&lt;/place&gt;. Ed. Plurigraf, 1993.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;DUBY, Georges. &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Idade Média, Idade dos Homens&lt;/b&gt;. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 1988.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;_______. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O Tempo das Catedrais: a arte e a sociedade (980-1420) &lt;/b&gt;1ºed. Lisboa: Ed. Estampa, 1993.&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;ESPINOSA, Fernanda. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Antologia de Textos Históricos Medievais&lt;/b&gt;. Lisboa: Ed. Sá da Costa, 1981.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;FABEL, Nachman. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Heresias Medievais. &lt;/b&gt;1º ed. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;FERNÁNDEZ, Luis Suárez. El Retorno de las Biografías. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Revista de Historia: Edad Media. &lt;/b&gt;Universidade de Valladolid, nº 5, 11-16, 2002&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;GERMEK, &lt;span style="color: black;"&gt;Bronislaw&lt;/span&gt;. Os Marginalizados.&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;In.:&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O Homem Medieval. &lt;/b&gt;Lisboa: Ed. Estampa, 1990.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;GUERREAU, Alain. &lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Feudalismo. In: LE GOFF, Jacques &amp;amp; SCHMIT, Jean Claude. &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Dicionário Temático do Ocidente Medieval. &lt;/b&gt;São Paulo: Ed. Imprensa Oficial, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES" style="mso-ansi-language: ES;"&gt;GUREVIC, Aron. O Mercador.. In.: (Org.) &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;LE GOFF, Jaques. &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O Homem Medieval&lt;/b&gt;. Lisboa: Ed. Estampa, 1990.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;IRIARTE, Lázaro. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;História Franciscana. &lt;/b&gt;Petrópolis: Ed. Vozes/CEFEPAL, 1985.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;JÚNIOR, Hilário Franco. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A Idade Média: Nascimento do Ocidente&lt;/b&gt;. 2º ed. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2004.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;KRAMER, Heinrich &amp;amp; SPRENGER, James. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O Martelo das Feiticeiras. &lt;/b&gt;Rio de Janeiro: Ed. Rosa dos Tempos, 1991.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;LAPA, José Roberto do Amaral. &lt;b&gt;Historiografia Brasileira Contemporânea: a História em Questão. &lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;2º ed. Petrópolis: Ed. &lt;/span&gt;Vozes, 1981.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;LE GOFF, Jacques &amp;amp; SCHMIT, Jean Claude. &lt;/span&gt;(Org.) &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Dicionário Temático do Ocidente Medieval. &lt;/b&gt;São Paulo: Ed. Imprensa Oficial, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;LE GOFF, Jacques Le Goff. (Org.) &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O Homem Medieval. &lt;/b&gt;Lisboa: Ed. Estampa, 1990.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;LE GOFF, Jacques. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;São Francisco de Assis. &lt;/b&gt;7º ed. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;_______. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;São Luís. &lt;/b&gt;Rio de Janeiro: Ed. Record, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;MACEDO, José Rivair. &lt;b&gt;Heresia, cruzada e inquisição na França medieval. &lt;/b&gt;Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;MANSELLI, Raoul. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;São Francisco de Assis. &lt;/b&gt;2º ed. Petrópolis: Ed. Presença, 1993.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;REIS, José Carlos.&lt;b&gt;&lt;u&gt; &lt;/u&gt;História &amp;amp; Teoria: historicismo, modernidade, temporalidade e verdade. &lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;1º ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;VAUCHEZ, André. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A Espiritualidade da Idade Média Ocidental (séculos VII-XIII)&lt;/b&gt;. Lisboa: Ed. Estampa, 1995.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;VAUCHEZ, André. São Francisco de Assis. In.: BERLIOZ, Jacques. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Monges e Religiosos na Idade Média. &lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Lisboa: Terramau, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;ZERNER, Monique. Heresia. In.: (Org.) LE GOFF, Jacques e SCHIMITT, Jean-Claude. &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Dicionário Temático do Ocidente Medieval. &lt;/b&gt;São Paulo: Ed. Imprensa Oficial, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;DISSERTAÇÕES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;CARVALHO, Cibele. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Francisco de Assis entre as duas regras (1221-1223).&lt;/b&gt; (Dissertação em História) – Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;SILVA, Victor Augustus Graciotto. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A pregação e o Pregador; &lt;/b&gt;Análise da eficácia discursiva do escrito &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Admoestações &lt;/i&gt;de Francisco de Assis entre 1206 e 1226. (Dissertação em História) – Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;THOMÉ, Laura Maria Silva. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Da Ortodoxia à Heresia: Os Valdenses (1170-1215)&lt;/b&gt;.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(Dissertação em História) – Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná, 2004.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-8702562324635275302?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/8702562324635275302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/sao-francisco-de-assis-heretico-parte_1418.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/8702562324635275302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/8702562324635275302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/sao-francisco-de-assis-heretico-parte_1418.html' title='São Francisco de Assis, herético? (Parte IV)'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-1321331204398361997</id><published>2011-12-13T03:32:00.001-08:00</published><updated>2011-12-13T03:32:52.039-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>São Francisco de Assis, herético? (Parte III)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;2. FRANCISCO DE ASSIS, HERÉTICO?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;2.1 OS SÉCULOS DAS HERESIAS: XI - XIII&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nesta secção, não é nossa intenção fazer a história das heresias e muito menos dos grupos heréticos, nem sequer estudar suas doutrinas separadamente. Nosso objetivo é compreender o contexto herético, suas motivações e a reação da Igreja Católica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os séculos XI, XII e XIII, especificamente os últimos dois, podem ser chamados de séculos heréticos, devido à proliferação de grupos que tinham características anticlericais e, por consequência, eram opositores às atitudes da Igreja Católica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;De fato, a heresia nasceu desde o surgimento do cristianismo, quando se fazia necessária a formulação ortodoxa do que seria aceito como verdade, e que era delineada através de vários concílios com os seus respectivos cânones. Nesta perspectiva, o herético foi assim designado por seus contemporâneos. Ou melhor, tornou-se assim por uma decisão das autoridades de uma religião que dominava o discurso, e que ditava o que era ortodoxo ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Segundo Monique Zerner, “as heresias foram catalogadas desde o fim do século II, a lista estereotipada alongou-se e a Idade Média conheceu-a por intermédio de Santo Agostinho (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;De heresibus, &lt;/i&gt;começo do século V: 88 heresias) e do resumo de Isidoro de Sevilha (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Etimologias, &lt;/i&gt;século VII: 70 heresias)” (2002, p.503).&lt;sup&gt; &lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Quando o cristianismo passou a ser uma religião liberada e estruturalmente institucional no Édito de Milão, em 313, sob o comando do Imperador Constantino, e, logo, religião oficial do Império com Teodósio, em 389, surgiu o combate à antiga religião, o paganismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Desta maneira, os que recusavam a autoridade dos Pais da Igreja podiam ser legalmente perseguidos, tendo em seu respaldo passagens atribuídas a São Paulo, como, por exemplo: “pois é necessário que até haja heresia para que também os que são provados, fiquem manifestos entre vós” (BÍBLIA, 1979, Coríntios, I, 11:19).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Porém, é possível observar que Paulo de Tarso utiliza o termo heresia relacionando-o mais aos grupos religiosos em suas divisões e diferenças do que a doutrinas errôneas, conforme escrito no seu versículo precedente, a saber, versículo 18.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Com a queda do Império Romano do Ocidente, a discussão e a perseguição diminuíram, quase não aparecendo mais. Só reapareceram com debates mais calorosos a partir do século XII, com São Bernardo de Claraval, quando este censurou Abelardo que ousava raciocinar sobre o texto sagrado, e Gilberto de Porrée que fazia interpretações sobre o dogma da Trindade. Assim sendo, a concepção de heresia foi tomando forma, significado e prática ao longo da história do cristianismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Em resumo, o que distinguia as primeiras heresias das que ocorreram nos séculos XI, XII e XIII era o:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;caráter puramente filosófico e teológico que fazia especulação racional em torno dos princípios ou dogmas cristãos, em geral planos do pensamento que tratavam da Trindade, da natureza divina e humana de Cristo e da própria relação existente entre ambas, bem como de questões ligadas à essência da divindade. Porém, o que caracteriza as &lt;span style="letter-spacing: -0.05pt;"&gt;heresias posteriores, isto é, as da Baixa Idade Média, é o seu cunho popular &lt;/span&gt;assentado sobre uma nova visão ética da instituição eclesiástica e do cristianismo como religião vigente na sociedade ocidental. (FABEL, 1999: p.11)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Para entender a carga social do que significa a palavra heresia, podemos analisar sua etimologia: origem grega, advinda da palavra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;haeresis&lt;/i&gt; que significa ação de pregar, escolha, preferência, visão particular discordante. Do ponto de vista clerical, heresia era um desvio dogmático que colocava em perigo a unidade de fé, ou seja, “seria uma quebra de juramento de fidelidade do vassalo ao seu senhor, de tal modo que ‘infidelidade’ social e religiosa se confundem.” (IBIDEM, p.12). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ainda o conceito de heresia, na definição do &lt;i&gt;Codex iuris canonici, &lt;/i&gt;cânone 1325, o “herege é aquele que depois de ter recebido o batismo, e conservando o nome de cristão, nega veementemente alguma das verdades nas quais deve crer, por fé divina e católica, ou dela duvida” (THOMÉ apud &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;ENCICLOPÉDIA, 2004, p. 8 – Einaudi).&lt;/span&gt; Enfim, “a história da heresia segue o ritmo da evolução do poder – quanto mais forte ele é, mas seguramente a heresia é identificada, perseguida e condenada” (ZERNER, op.cit., p.503).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Neste sentido, muitos daqueles que foram outorgados como heréticos pela instituição eclesiástica não queriam se separar, e, sim, reformar algumas práticas e propor novas interpretações de algumas passagens, procurando o sentido “puro” destas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Outro ponto a ser salientado, pouco abordado nas obras com as quais estamos trabalhando, é a problemática da salvação que circunda a reflexão sobre a heresia. Sabemos que os debates mais calorosos a respeito da salvação pertencem a outro momento histórico, a saber: o advento das heresias luteranas e calvinistas, principalmente com a reação teológica da Igreja Católica a partir do Concílio de Trento, em 1545, influenciada por sua vez pelo pensamento de São Tomás de Aquino, que propunha unir a fé e a caridade para a efetivação da salvação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Porém, acreditamos ser de suma importância pensar que a salvação é o ponto chave da condenação à heresia. Sendo, portanto, a salvação o ponto chave à chegada da Parusia, então podemos pensar sobre quem deteria a exclusividade da verdade salvacionista – somente a Igreja Católica com todo seu arranjo de crenças poderia se responsabilizar pela salvação da alma dos fiéis. Tanto é assim que o papado afirmaria que “a Igreja Romana nunca errou e de acordo com os testemunhos das Escrituras jamais vai errar” e “aquele que não reconhece as decisões da Sé apostólica deve ser visto como herege”&lt;sup&gt; &lt;/sup&gt;(ZERNER, op. Cit., p. 507).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ao prosseguirmos nas reflexões acerca da heresia, esta poderia ser classificada em dois tipos: uma voltada para o dualismo e a outra voltada para a vontade de regresso ao evangelho primitivo. Para facilitar nosso intento, apontamos os Cátaros como representantes da primeira e os Valdenses como representantes da segunda. É válido ressaltar que estas duas correntes heréticas possuem gêneses e desenvolvimentos totalmente distintos, e aqui optamos por empregá-las, para melhor exemplificar o contexto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os Valdenses oriundos da cidade de Lyon – importante local de comércio na divisa entre a Borgonha (feudo do Santo Império) e o reino franco, e submetida ao domínio feudal de seus bispos, teve sua gênese com um rico comerciante chamado Pedro Valdo, o qual distribuiu seus bens aos pobres e abraçou a &lt;i&gt;vita apostolica,&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt; transformando o seu grupo em uma seita que se opunha à opulência da Igreja e que desejava viver uma vida estritamente voltada para a pobreza, conforme a dos apóstolos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Pedro Valdo, indo mais além, desagrada o clero lionês quando mandou traduzir, para o provençal, livros das escrituras e também aqueles referentes às pregações não autorizadas. O arcebispo então o proíbe de pregar. Inconformado, Pedro Valdo recorre ao Papa, no III Concílio de Latrão, e recebe permissão oral para que continue sua vida de pobreza, contudo, a pregação ficava sujeita à permissão do clero local. Não obstante, em suas andanças, em várias regiões, o clero local o proibia de pregar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Reincidente na desobediência ao episcopado, juntamente com seus seguidores, acabou sendo considerado herege no sínodo de Verona, em 1184, quando foi excomungado pelo papa Lúcio III.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Fica evidente, no caso de Pedro Valdo e dos valdenses, o motivo da condenação à heresia: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a desobediência enquanto pregação, &lt;/i&gt;e, depois, com o rompimento institucional dogmático. Assim, os Valdenses “defrontaram com a hierarquia religiosa da Igreja, por se dedicarem à pregação livre e à vulgarização da Sagrada Escritura, e também porque ensinavam que todo fiel cristão que observa o Evangelho é sacerdote” (IRIARTE, op.cit., p. 34), e que “todo leigo pode consagrar o sacramento no altar, concebendo a Igreja Romana não como a Igreja de Deus” (FABEL, op.cit., p. 57).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No que tange aos Cátaros ou Albigenses, era a heresia tão mais preocupante que rivalizava com a Igreja Católica, pois atraía vários adeptos entre o clero e a aristocracia, assim como entre a população em geral, espalhando-se por uma vasta área.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O que se sabe da sua origem é que apareceram os primeiros grupos em meados do século XI, embora haja poucas informações sobre os costumes e crenças daqueles primeiros seguidores do catarismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A palavra Cátaro, na sua etimologia grega, significa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;puro&lt;/i&gt; (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cathari&lt;/i&gt;), sendo assim chamados pelo abade Eckbert de Shöna, mas também por outras nomenclaturas como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;patarinos, &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;publicani&lt;/span&gt;, bourges &lt;/i&gt;ou&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; albigenses. &lt;/i&gt;Distinguiam-se principalmente das outras correntes heréticas pelo caráter dualista de sua doutrina, ou seja, acreditavam na existência de dois poderes opostos, o bem e o mal.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;De um lado, o princípio do bem, criado por um deus bondoso, tendo como criação o mundo espiritual, os seres espirituais e a alma. De outro lado, o princípio do mal, advindo de um deus mau ou espírito maligno, sendo criador de toda a matéria. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Tanto os crentes como os puros – duas divisões dentro da Igreja Cátara - acreditavam que:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-layout-grid-align: none; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;a matéria era essencialmente má e o homem era um alienado, condenado a viver no reino da perdição embora o principal objetivo do ser humano fosse encontrar a perfeição e participar da comunhão do mundo espiritual. Creiam na redenção espiritual e na reencarnação, na transmigração das almas de homem para homem e de homem para animais e rejeitavam a crença no Purgatório e no Inferno, pois pensavam que tais lugares estavam na própria Terra. (MACEDO, 1998: p.25)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Por assim acreditar, praticavam jejuns; eram adeptos da pobreza absoluta, usando simplesmente uma vestimenta negra e cabelos compridos; refutavam todos os alimentos que provinham dos animais; censuravam a procriação, pois viam nela a reprodução do mal; negavam vários dogmas fundamentais do cristianismo; rejeitavam o antigo testamento; e abominavam todo o culto externo.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Tais posturas, em oposição à ortodoxia Católica, fizeram com que os cátaros fossem condenados, em &lt;metricconverter productid="1179. A" w:st="on"&gt;1179. A&lt;/metricconverter&gt; reação da Igreja Católica aos cátaros se realizou principalmente com o mais habilidoso papa, o jurista Inocêncio III. Primeiramente, enviou abades cistercienses para tentar a conversão, embora esta tivesse sido um fracasso, devido à apresentação pomposa e ao discurso com ares de superioridade e de áspera autoridade. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Mais adiante, a Igreja envia em missão evangelizadora os frades pregadores liderados pelo bispo de Osma, São Domingos, que se apresenta através da pobreza e renúncia, tendo um modo de vida semelhante aos que os hereges acreditavam ser o ideal. No entanto, os dominicanos não conseguiram êxito expressivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ainda não obtendo os resultados esperados, Inocêncio III convoca uma cruzada especial ao combate dos heréticos na região do Midi, “oferecendo aos que aceitassem o convite as mesmas indulgências ofertadas tradicionalmente aos que tomavam a cruz para lutar contra os infiéis na Terra Santa” (THOMÉ, op.cit., p.74).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Podemos resumir que:&lt;/div&gt;&lt;div class="Recuodecorpodetexto1" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Inocêncio III empreendeu a ofensiva contra a heresia de três maneiras: acabou por definir juridicamente a criminalização da heresia, lançou a Cruzada no Midi e preferiu a tolerância em toda à parte onde as novas formas de religiosidade até então rejeitadas podiam ser integradas. Estratégia hábil e possível, porque a Igreja romana tornou-se muito poderosa, e o desafio herético se de fato existiu, não foi revelado, mas sufocado. (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;ZERNER, op.cit: p.513.)&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Neste contexto, surge a figura de Francisco, que proporcionará a ascensão dos leigos no exercício de sua própria espiritualidade e a tentativa de se voltarem à primeira mensagem apostólica. Ou seja, está no &lt;span style="color: black;"&gt;evangelismo o elemento marcante e comum desses movimentos para que sejam eles taxados ou não de heréticos pela instituição eclesiástica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Enfim, o que ocorreu nos “séculos heréticos” foi uma tentativa de apontar os erros e os desvios da instituição eclesiástica, da sua intervenção no poder secular à custa de sua missão espiritual. Portanto, “uma tentativa de alertar a sociedade cristã de que os seus representantes desvirtuaram a verdadeira imagem da religião fundada por Cristo” (&lt;span lang="ES" style="mso-ansi-language: ES;"&gt;FABEL, op.cit&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;.,&lt;/b&gt; p. 11).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;2.2 FRANCISO À BEIRA DA HERESIA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Há oito séculos, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Poverello&lt;/i&gt; nasceu na região da Úmbria, em 1182, marcando até hoje a história do Ocidente. Filho de família rica, pertenceu ao alto nível da classe mercantil. Seu pai era um rico comerciante de tecidos chamado Pietro di Bernardone, o que vendia tecidos de lã francesa, de qualidade, e os revendia, obtendo excelentes lucros nas feiras, como na de Champanha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Pelas suas origens familiares e a sua profissão, Bernardone pertencia ao grupo social denominado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Popolo. &lt;/i&gt;Era um grupo social “que no quadro ainda feudal que caracterizava Assis no fim do século XII, estava submetido à preponderância da nobreza e excluído do Poder”. (VAUCHEZ, 1996, p.247). No entanto, esta condição (homens de negócio e proprietários de imóveis urbanos) aproximava-o da nobreza pelo seu gênero de vida, fazendo com que Francisco pudesse viver à maneira da aristocracia e gozar da mocidade dourada da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;poverello &lt;/i&gt;nasceu exatamente, como descrito nos capítulos precedentes, em um contexto no qual a Europa Ocidental vivenciava o ápice do feudalismo, fosse economicamente ou socialmente. Era a época do renascimento urbano, comercial, das heresias, e, como homem de seu tempo, se constituiu através das interações sociais.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os relatos acerca da vida de Francisco, principalmente nas fontes biográficas, tais como: a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vita II &lt;/i&gt;de Tomás de Celano e a biografia de São Boaventura, assim como em outros escritos, a exaltação do sobrenatural, em detrimento da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;persona&lt;/i&gt; histórica de Francisco, ressaltam os milagres e outros prodígios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Na verdade não eram biógrafos, e, sim, hagiógrafos. Descreviam a vida de um santo na perspectiva que este vivesse e agisse à luz de Deus, manifestando virtudes e milagres. Desta maneira, “as vidas de santos, e de maneira geral os textos hagiográficos, constituem na Idade Média um gênero literário bem definido, regido por certo número de convenções visando a edificação” (BERLIOZ, 1996, p. 243). Este tipo comum de literatura, que enfatiza a santidade ou a mudança abrupta de valores entre a passagem de vida mundana para vida espiritual, apresenta Francisco como um ativo e hábil colaborador do pai, sendo preparado para uma vida política, militar e comercial.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Inserido na classe burguesa – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Popolo&lt;/i&gt;, que gozava de certo prestígio social, proporcionando riqueza e circularidade nos meios aristocráticos, Francisco criou o costume&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de gastar o seu tempo nos jogos, no ócio, bate-papos, canções... Utilizava roupas luxuosas e era um grande gastador, aspirando a ser um cavaleiro cortês (imitação de hábitos dos amigos nobres).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No entanto, envolvido com novas experiências, começou a manifestar uma vontade de mudança, tentando, com o seu ar cortês, vislumbrar novas perspectivas de vida, passando da vida de divertimentos para uma vida espiritual ativa, sendo um jogral de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A primeira manifestação de ruptura com as coisas mundanas&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; se realizou através de seu ato cortês no momento &lt;personname productid="em que Francisco" w:st="on"&gt;em que Francisco&lt;/personname&gt; foi até Roma, na Praça de São Pedro, em uma peregrinação – como era de costume na época as peregrinações a lugares sagrados como a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Piazza di San Pietro e Santiago de Compostela&lt;/i&gt;. Lá, ele troca a sua roupa e lugar com um mendigo e começa a pedir esmolas em francês, idioma utilizado em momentos de canções e felicidade, possivelmente, aprendera com a sua mãe, Madonna Pica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Esse ato mostra sua vontade de experimentar um novo modelo de vida, sendo visto como um impulso para sua conversão que se inseriu em uma reviravolta de valores. Sua conversão pode ser analisada em três etapas, as quais mostram nitidamente a ruptura com os valores sociais da época, a saber: a primeira etapa é o momento em que escuta uma voz interior dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Se queres conhecer a minha vontade, é necessário que desprezes e odeies todas as coisas que por acaso amaste e desejaste ter. E depois que tiveres começado a fazer isto, as coisas que antes te pareciam suaves e doces ser-te-ão insuportáveis e amargas, e naquelas que antes experimentavas horror provarás grande doçura e suavidade imensa. (MANSELLI, op.cit: p. 57)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Naquele momento, Francisco cavalgava nos arredores de Assis, quando, de súbito, foi levado pelo cavalo a um local onde visualizou um leproso. É necessário salientar que no ponto de vista da maioria dos homens medievais, os leprosos despertavam horrores e carregavam em si à ira de Deus, sendo um castigo divino. Ao estudar este ponto crucial da conversão de Francisco, Franco Cardini mostra que a lepra era representada pela Bíblia, em específico, pelo Velho Testamento, “como uma doença que ataca e reduz em farrapos a alma. A lepra é o pecado e o seu sinal visível no mundo, um símbolo do sinal do pecado e castigo” (CARDINI, 1993, p.59).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A exclusão social e o repúdio aos leprosos se davam pelas interações sociais. Eram levados para leprosários que se estabeleciam nos arredores das cidades; vestiam uma veste parda ou negra que os diferenciavam dos demais; e quando da passagem de um leproso na cidade, este tinha que usar a matraca (soava um barulho para avisar que estava passando). Francisco participava deste ponto de vista de repúdio, que podemos, a seguir, observar em um trecho de seu testamento, escrito momentos antes de sua morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Através de uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;força&lt;/i&gt; que o impulsiona ao contato com o leproso, beijou-lhes as mãos, e depois distribuiu o dinheiro de seu pai aos leprosos (era uma região onde havia um leprosário como de costume nas cercanias das cidades). Neste primeiro momento de sua conversão fica claro o desejo de Francisco em participar dos excluídos da sociedade e ser um deles. Esta etapa fica nítida nas próprias palavras do santo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Foi assim que o Senhor me concedeu a mim, Frei Francisco, iniciar uma vida de penitência: como estivesse em pecado, parecia-me deveras insuportável olhar para os leprosos. E o Senhor mesmo me conduziu entre eles e eu tive a misericórdia com eles. E enquanto me retirava deles, justamente o que antes me parecia amargo se me converteu em doçura da alma e do corpo. E depois disto demorei só bem pouco e abandonei o mundo. (SILVEIRA, 1998, p. 167)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A segunda etapa de sua conversão mostra a ruptura com os bens materiais e a aspiração aos bens espirituais. Foi em 1206, após vender os tecidos de seu pai sem sua autorização, para ajudar o pároco na reconstrução da Igreja de San Damiano, que estava em ruínas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Francisco teria escutado uma voz que lhe pedira para que reerguesse a Igreja. Com a atitude mencionada anteriormente, despertou no pai um sentimento de ódio. Bernardone levou Francisco até o bispo Guido, em praça pública, onde o humilhou frente às pessoas de Assis (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fama pública&lt;/i&gt;), que observavam a cena do jovem conhecido por todos, pelos seus atos anteriores relacionados à vida mundana, tendo sido acusado de roubo pelo próprio pai.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Na praça, o futuro santo se desfaz de tudo e sai nu, entregando suas vestimentas e tudo que possuía a Pietro di Bernardone, declarando, a partir daí, ser filho de um único Pai, Deus, a quem devia a extrema obediência.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Finalmente a conversão de Francisco se deu por volta de 1209, quando estava na igreja de Porciúncula assistindo a uma missa. O padre da igreja recitou o capítulo X de Mateus, o qual modificou definitivamente a vida e seus valores:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;E pondo-vos a caminho pregai, dizendo que está próximo o reino dos céus. Curais os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios. Daí de graça o que de graça recebestes. Não possuais ouro, nem prata, nem tragais dinheiro nas vossas cintas, nem alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem calçado, nem bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento. Em qualquer cidade ou aldeia que chegues, informa-te para saber quem é digno de receber-te e permanece em casa dele até partires. Entrando na casa saudai-a dizendo: Paz esteja nesta casa. (BÍBLIA, op. cit., Mateus cap. X: 7-11)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Este momento é decisivo no que se refere à sua conversão ao estilo de vida do Nazareno. A partir da renúncia dos bens materiais, o santo se torna um missionário do evangelho, possuindo somente uma única e áspera túnica, uma corda que a amarrava e um par de sandálias. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nas três etapas da conversão – o contato com o leproso, o despojamento na praça pública e a missa na Porciúncula, fica nítido a reviravolta de valores na qual sua conversão ficou inserida: o desejo de se tornar um excluído da sociedade como os leprosos; a dedicação à Senhora Pobreza, em analogia à vida dos pobres; a renúncia aos bens materiais em favor dos bens espirituais; a negação do pai Pietro de Bernardone, a favor de um Pai Celestial (Deus).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Francisco, como já foi dito, viveu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;secundum formam sancti evangelli, &lt;/i&gt;o que significa “recusar toda a segurança e entregar-se à providência no que se referia à subsistência, ao alojamento e a todas as outras necessidades” (BERLIOZ, op. Cit., p.256.). Expressando os valores que Cristo viveu, conforme descrito nos quatro evangelhos, Francisco teve a sua conversão bem mais que uma simples mudança espiritual, ou seja, marcou uma escolha de vida, um modo de se viver, diferente dos demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Neste aspecto, é válido mostrar a diferença do entendimento de viver segundo o evangelho para os monges do século XII comparado ao entendimento de Francisco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Segundo Brenda Bolton (op. Cit., p.77), para esses monges:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;significava uma vida comum de pobreza individual e de oração e como nesse século XII a visão que se tinha da vida vivida pelos apóstolos em Jerusalém era interpretada em termos puramente monásticos sem qualquer compromisso com o proselitismo ou trabalho pastoral.&lt;sup&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ao contrário, São Francisco de Assis difere em seu estilo, seja na concepção de viver segundo o evangelho, conforme visto anteriormente e “pela busca de soluções num mundo em mutação para abrir aos homens novos caminhos no sentido da salvação” (LE GOFF, 2005, p. 81).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Assim, junto com onze companheiros, Francisco vislumbra a necessidade de confirmar sua regra, ou melhor, o seu modo de vida, através da aprovação papal, pois só assim não haveria confusão de seus interesses e prática religiosa com as ideias de grupos heréticos, na convulsionada época das heresias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O encontro de Francisco com a outra grande personalidade de seu tempo, o Papa Inocêncio III, foi permeado por uma mística entrelaçada por elementos de um encontro que envolveu, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a priori&lt;/i&gt;, a recusa do Papa em relação ao austero modo de vida que Francisco e seus irmãos queriam viver. Em seguida, teria pedido que Francisco fosse deitar-se com seus pares, os porcos. Assim o fez em prol da obediência. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No intervalo de tempo – a ida de Francisco ao encontro dos porcos e a volta novamente ao Papa – teria ocorrido o sonho de Inocêncio III, o qual visualizou Francisco reerguendo a Igreja de Latrão, que estava abalada religiosa e politicamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Deste desencadeamento de eventos se deu a aprovação papal. Influenciado pelo intermédio do cardeal João de São Paulo, pois do ponto de vista deste último, se a Igreja rejeitasse o pedido de Francisco, cairia em contradição, haja vista que estaria dizendo ser impraticável levar uma vida segundo o santo evangelho, e negando o seu autor, o Cristo. Desta maneira, Francisco consegue finalmente sua permissão de modo de vida, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;seguir nu o Cristo nu.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Enfim, aqui nos interessa a aprovação verbal do Papa e suas devidas precauções e suspeita de uma nova ordem herética. Francisco e os menores tiveram que passar por duas exigências da Cúria: a tonsura, poder simbólico de distinção entre aqueles que pertenciam à Igreja Católica e aqueles que não faziam parte, mostrando que os frades estavam dentro de uma hierarquia e submissos ao poder da Sé Romana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A autorização papal só dava o direito aos irmãos menores de pregarem exortações morais, com permissão do clero local, fidelidade absoluta, e obediência à hierarquia eclesiástica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ao prometer e cumprir por toda sua vida na pregação ou na prática, Francisco teve pela Igreja Católica&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;profunda obediência e respeito em relação a todos os sacramentos, em especial, aos da eucaristia – sacramento este refutado por vários grupos heréticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nestes dois pontos supracitados, está a chave para se entender o porquê de Francisco não ter sido considerado herético num tempo em que as mínimas suspeitas ou passos falsos poderiam ser motivos de enquadramento no campo herético.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Segundo Cardini (op. Cit., p. 104), a “devoção eucarística e disciplina são os dois pólos de experiência franciscana e são as únicas duas coisas – barreiras únicas e insuperáveis – que separam de qualquer idéia herética”.&lt;/div&gt;&lt;div class="Recuodecorpodetexto1" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em relação ao grupo dos Valdenses, muito se fala das analogias entre os valdenses e os franciscanos: vida apostólica, pobreza voluntária, pregação itinerante; embora também a diferença: valdenses heréticos e franciscanos inseridos numa ordem regular dentro da Igreja Católica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Recuodecorpodetexto1" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Pedro Valdo e Francisco de Assis, cada um em seu momento, recorrem ao poder papal para serem reconhecidos, e ambos obtêm a permissão verbal para o seu modo de vida: Valdo do papa Alexandre III e Francisco do papa Inocêncio III. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No entanto, Pedro Valdo esbarra em uma disputa localizada com o episcopado lionês, que leva o movimento, cada vez mais, a acirrar suas posições morais em relação à conduta do clero, e passa a “concentrar a sua pregação sobre a pobreza, contrapondo a opulência da Igreja Católica e o relaxamento de costumes da instituição eclesiástica do seu tempo e acabou por atacar pública e desapiedadamente o clero” (MANSELLI, op. Cit.,&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;p. 99), refutando, inclusive, alguns sacramentos sendo os valdenses condenados como heréticos no Concílio de Verona, em 1184. Ao contrário, noutro aspecto, Francisco não entra em choque com o clero local e prega uma obediência absoluta a este, e uma conduta moral conforme os moldes evangélicos para si e para todos os que abraçaram seu exemplo e modo de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nesta perspectiva, é que se encontra o êxito de Francisco, ou seja, obediência institucional e aceitação dos dogmas Católicos. Em seus escritos ou escritos de outrem, não se vê Francisco criticar nada e ninguém, nem mesmo a corrupção da Igreja Católica, a imoralidade dos padres ou grupos heréticos. Relembrava sempre aos seus a importância da obediência à instituição eclesiástica e a misericórdia àqueles que viviam &lt;personname productid="em pecado. Isto" w:st="on"&gt;em pecado. Isto&lt;/personname&gt; fica evidente em uma passagem de seu testamento:&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;E o senhor me deu e ainda me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da Santa Igreja Romana, por causa de suas ordens, que mesmo que me perseguissem, quero recorrer a eles. E se tivesse tanta sabedoria quanta teve Salomão e encontrasse míseros sacerdotes deste mundo nas paróquias em que eles moram não quero pregar contra a vontade deles. Hei de respeitar, amar e honrar a eles e a todos os outros como aos meus senhores. Nem quero olhar para o pecado deles porque neles reconheço o Filho de Deus e eles são os meus senhores. E procedo assim porque do mesmo Altíssimo Filho de Deus nada enxergo corporalmente neste mundo senão o seu santíssimo corpo e sangue, que eles consagram e somente eles administram aos outros. (SILVEIRA, op. cit., 167-168)&lt;sup&gt; &lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Esta profunda devoção ao Cristo, resgatando-o na humanização Deus-homem, na busca da pobreza e da humildade absoluta, do amor ao próximo e a toda criatura que proceda do criador. A veneração pelos sofrimentos da cruz não fez com que se excluísse uma fidelidade total à Igreja &lt;/span&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Católica,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt; ao mesmo tempo em que o olhar fundamentalmente benevolente com que via o homem e o universo o tornava insensível às tentações do maniqueísmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Francisco se afastava completamente dos cátaros, os quais refutavam a hierarquia da Sé Romana – romperam com os dogmas relacionados na seção anterior, acreditavam no dualismo, contrapondo-se e desprezando por completo a matéria. Totalmente ao contrário desta postura, vê-se em Francisco a contemplação da natureza e dos homens, pois tudo seria obra do criador e deve ser amado como tal, o que excluí qualquer suspeita de panteísmo por parte do santo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em referência a sua contemplação pela natureza, alguns autores, como Jacques Le Goff, Franco Cardini e Raoul Manselli, levantam a hipótese de que Francisco escreveu uma das mais belas poesias medievais, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cantico di Frate Sole &lt;/i&gt;ou Cânticos das Criaturas (Ver Anexo F). Essa poesia foi composta para contradizer as ideias do catarismo e para pacificar uma briga entre o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;podestà &lt;/i&gt;Opórtulo e o bispo Guido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;De fato, esse belo cântico nos mostra o louvor ao Altíssimo Senhor, o Cristo; a veneração do santo pela natureza, colocando o sol, a lua, a água e outros elementos da natureza como irmãos, na condição de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;filhos&lt;/i&gt; de um mesmo criador – o que contrapõe as concepções cátaras; ressalta os valores do perdão e amor ao próximo; exorta a favor de uma vida servindo ao Senhor com humildade para ter uma morte corporal tranqüila.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Noutra perspectiva, podemos observar um Francisco contrastando, na prática, com a própria Igreja Católica. Como alicerce e entendimento do que ocorria, passamos à visão do período histórico ao prelado francês, Jacques de Vitry, que, em 1216, foi consagrado bispo de Acre pelo Papa Honório III. Em sua crônica, relata a ordem dos menores quando teve o contato com estes em 1216:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Apesar de toda a corrupção tive um consolo: vi um grande número de homens e mulheres que renunciavam a todos os seus bens e abandonavam o mundo por amor de Cristo. ‘Irmãos Menores’ são chamados. O Senhor Papa e os cardeais têm por eles grande estima. Não têm interesse nenhum nos valores temporais. Alimentam, porém uma única paixão a qual consagram seus esforços: arrancar às vaidades do mundo as almas que estão em perigo e atraí-las às suas fileiras (...) vivendo na forma de vida da Igreja Primitiva. Estou convencido de que se o Senhor decidiu servir-se de tais homens simples e pobres, é para salvar um grande número de almas antes do fim do mundo e para envergonhar nossos prelados que são ‘cães mudos, incapazes de latir’. (VITRY, 1988, 1029-1030)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Esta passagem nos faz pensar em dois pontos: a questão da importância da salvação para o fim do mundo com a volta do juiz-Cristo (Parusia) e o contraste da instituição Católica com a prática de vida franciscana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em resumo, a tensão interna crescente na Igreja e que vinha se desenvolvendo desde a Reforma Gregoriana, passando evidentemente no papado de Inocêncio III, mostra um paradoxo: ao mesmo tempo em que os Albigenses foram massacrados pela cruzada no Midi, em 1209 concedeu a Francisco de Assis e aos seus companheiros, na Basílica de São Pedro a autorização para seguirem o modo de vida pautado no modelo de Cristo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;De um lado, a unificação ideológica, a ambição do poder político, a intolerância da contestação, baseadas na coação moral e física, apoiadas na excomunhão, no confisco dos bens, na guerra de conquista, na tortura, na prisão perpétua e na pena de morte em nome de Cristo. Do outro lado, o despojamento total e a entrega social, física e espiritual pelo amor a Cristo. (BYINGTON, 1991, p. 30)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Noutro momento paradoxal, o mesmo Papa, Gregório IX, que inicia junto a Frei Leão a construção da Basílica de São Francisco e que o canoniza, em 1228, cria em 1229, no concílio de Toulouse, o tribunal do Santo Ofício, o qual terá a incumbência institucional de perseguir os heréticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Enfim, podemos dizer que houve um Francisco herético?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Conforme visto, não, pois Francisco conseguiu com maestria resistir a todas as tentações e crenças heréticas através do seu comportamento ascético perante um evangelho puro e com obediência total, e exclusiva à instituição eclesiástica. Sua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;intransigente vontade de praticar um Evangelho integral despojado de toda a contribuição da história posterior da Igreja, a desconfiança a respeito da Cúria Romana, o desejo de fazer reinar entre os menores uma igualdade quase absoluta e de prever o dever da obediência, a paixão da miséria levada até à manifestação exterior do nudismo que Francisco e seus irmãos praticavam à semelhança dos Adamitas, o lugar dado aos leigos, tudo isto parecia perigoso, quase suspeito, à Cúria Romana. (LE GOFF, 2005: p. 111)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Por outro lado, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Poverello &lt;/i&gt;contrapôs à instituição eclesiástica desenvolvendo uma nova espiritualidade (Ver Anexo H), distinta da prática institucional da Igreja Católica, como, por exemplo: ao mesmo tempo em que havia uma absoluta obediência à hierarquia eclesiástica, não a corroborava este tipo de poder dentro de sua ordem. Pelo contrário, dentro da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fraternita&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dei minori,&lt;/i&gt; conviveram sem distinção de espécie alguma, leigos e clérigos, contrapondo o poder vertical que havia na Cúria a favor do poder horizontal. Todos em igualdade como irmãos, sem submissão, a não ser a referente à Sé Romana, que era a representante do Senhor.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Outros dois pontos são: 1º) refutação da opulência da Igreja, visto que pregava uma absoluta pobreza individual e coletiva, negando qualquer posse material (dinheiro, propriedades ou vestimentas confortáveis), e, inclusive, negava qualquer posse e favorecimento através da Cúria Romana, não permitindo que seus frades fossem até o Papa pedir qualquer espécie de proteção, seja lá qual fosse; 2º) ocorre no ápice da quarta cruzada, convocada por Inocêncio III, no 4º Concílio de Latrão, em 1215, e colocada em prática por Honório III. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O Poverello se opôs ao uso do militarismo na conversão dos ditos infiéis (muçulmanos). Em Damieta, no Egito, no ano de 1219, foi ao encontro dos infiéis, em plena batalha com os cristãos. Ao chegar ao local, pediu para se encontrar com o sultão – que depois de contratempos – o recebe para uma entrevista. Francisco tenta convertê-lo pela pregação e exemplo, procurando uma alternativa ao uso da força, conforme vinha sendo usado pela Igreja &lt;/span&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Católica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt; Embora, não tenha conseguido êxito na conversão do sultão Melek-el-Kamel, fica evidente sua oposição ao militarismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Ainda, podemos apontar mais uma questão, não menos relevante, é o que perpassa pela vestimenta. As roupas que os frades menores utilizavam eram o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sagum &lt;/i&gt;(saio), que era um simples camisão que ia até o meio da perna, apertado na cintura por uma simples corda, confeccionado de um pano de lã, muito grosseiro e áspero, sem ser tingido. Nesta condição, a qual mostra um comportamento de Francisco distanciado em relação ao da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ecclesia&lt;/i&gt; Católica, observa que “a escolha da pobreza absoluta de uma veste com um cinto de corda e sem cor era vidente, &lt;u&gt;pois nada fazia lembrar ou levar quem quer que fosse a relacioná-la com as vestes usadas pela gente da Igreja&lt;/u&gt;”. (CARDINI, op. Cit., p. 80. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Grifos meus&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A espiritualidade de Francisco e dos franciscanos, de maneira única, sobretudo com ele, leva os leigos a terem acesso à espiritualidade dentro da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ecclesia &lt;/i&gt;Católica. “Foram com os Franciscanos do século XIII que mudou a atitude da Igreja em relação aos leigos e mudaram o comportamento dos próprios leigos” (LE GOFF, 2005, p. 240). &lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em resumo, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Poverello &lt;/i&gt;dedicou os seus atos na imitação de Jesus, sendo inovador, pois hauriu a vontade de ser modelo como o Cristo, viver entre os homens, amar todas as criaturas e toda criação, “... alegre, fez a espiritualidade Cristã ficar mais perto dos leigos” (IBIDEM, p. 113).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Seu desprendimento com as coisas mundanas, as quais poderiam compuscar a virtude dos homens mostra uma aversão aos valores em que vivia: repudiou o dinheiro, a hierarquia religiosa e o militarismo, pois estas seriam formas de poder, ostentação, vaidade, em oposição às idéias baseadas nos evangelhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Enfim, com um evangelismo pouco preocupado com a instituição, seja em defendê-la como em atacá-la, sintetiza-se a ação da espiritualidade de São Francisco de Assis, revelando-se o interesse maior de seguir &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nu o Cristo nu&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Estas posturas mais radicais eram só obrigadas aos que faziam parte do grupo dos Perfeitos (puros), sendo o grupo dos crentes o gozo de maior liberdade. A estes últimos era exigidos que se prostrassem em relação aos Perfeitos sendo submetidos por estes através do ritual do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;consolamentum.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Segundo o historiador Victor Graciotto, embasado na obra de Hermínio de Miranda&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Os Cátaros e a Verdadeira Heresia Católica&lt;/i&gt;, coloca que &lt;span style="color: black; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;esse modo de vida acarretaria na salvação da alma, pois o cátaro deixaria de transmigrar sua alma de homem para homem, ou de homem para animal, passando para o mundo espiritual. O maniqueísmo Cátaro encontra na &lt;i&gt;reencarnação &lt;/i&gt;o mecanismo que dá credibilidade para a salvação da alma. A conversão ao catarismo como um &lt;i&gt;perfeito &lt;/i&gt;põe fim à expiação da alma no mundo material, logo, põe fim à transmigração/reencarnação e passagem para o mundo espiritual, mundo do Deus bom. (GRACIOTTO, 2005, p.79). É válido lembrar que esta noção de dualismo perpassando pela reencarnação não encontra ecos conceituais no entendimento de reencarnação do Espiritismo que vê nesta a depuração de erros passados e não fins de ciclos cármicos, sem maniqueísmo e valorizando a reprodução como oportunidade do espírito reencarnante na busca do burilamento moral e intelectual. Outro ponto distinto é a não crença na metempsicose dos Cátaros – crença esta de origem oriental hinduísta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Na época chamava-se jovem a um homem solteiro, um cavaleiro que não está casado. (DUBY, 1988: p. 36).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Frisamos principalmente a aversão das duas primeiras ordens em relação à classe mercantil por lidarem com o dinheiro, objetivando o lucro, e principalmente, as negociações que usavam a usura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-1321331204398361997?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/1321331204398361997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/sao-francisco-de-assis-heretico-parte_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/1321331204398361997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/1321331204398361997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/sao-francisco-de-assis-heretico-parte_13.html' title='São Francisco de Assis, herético? (Parte III)'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-3902151980211774210</id><published>2011-12-04T05:53:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T05:53:25.857-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>São Francisco de Assis, herético? (Parte II)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;1. PANORAMA HISTÓRICO DO SÉCULO XI AO XIII&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;1.1 SOCIEDADE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O contexto histórico, no qual Francisco nasce e vive, tem sua gênese a partir do ano mil. Os aspectos que envolvem o ano mil e os três séculos posteriores ficaram conhecidos como Progresso do Ocidente, atingindo sua fase áurea no século XIII.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Há um gran&lt;/span&gt;de progresso oriundo da expansão demográfica e econômica; desenvolvimento da produção agrícola e artesanal; difusão de técnicas agrícolas (charrua, arroteamento e sistema trienal); e as cruzadas. Estas mudanças engendraram uma nova mentalidade medieval, bem como em sua respectiva estrutura social, tendo como novidade o renascimento comercial e urbano.&lt;span style="color: black;"&gt; Neste contexto é que renascerá a cidade em todo seu emaranhado de ligações complexas e heterogêneas, modificando o homem em suas relações sociais, econômicas, culturais e religiosas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A característica da sociedade, por volta do ano mil, é marcada principalmente por uma sociedade sem mobilidade social e distintiva, conforme a análise do Bispo Aldebaron de Laon, em uma carta de 1030, afirmando que a sociedade medieval estava delineada em três ordens: aqueles que oram (&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;oratores&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;), sendo os mediadores entre os homens e Deus, realizando este intercâmbio mediador por meio de orações, missas, liturgia, confissão, absolvição, batismo e extrema-unção; na segunda &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ordo, &lt;/i&gt;temos aqueles que combatem (&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bellatores&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;), senhores feudais que têm como objetivo a defesa; por último, temos a ordem dos que trabalham (&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;laboratores&lt;span style="color: black;"&gt;),&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; servos, trabalhadores domésticos e trabalhadores administrativos (vilões, ministeriais e escravos).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dentro da oposição distintiva entre clérigos e leigos ficava a estes últimos (segunda e terceira ordem) a função de sustentar materialmente a Igreja &lt;/span&gt;Católica&lt;span style="color: black;"&gt; com doações do dízimo, doações testamentárias (terras e outras propriedades) e encomenda de missas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Com o referido esquema tripartido, liderado pela supremacia espiritual, havia uma cooperação mútua da manutenção da concórdia e da separação social dividida em três ordens pelo pensamento divino. Este era representado, organizado e dominado pela Igreja em sua forma social e cultural e exercido pela força local através dos senhores nas obrigações servis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nesta perspectiva, a Igreja Católica, ou melhor, a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ecclesia &lt;/i&gt;Católica&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;foi a instituição que dominou o sistema feudal europeu. Entende-se por instituição “uma forma social de organização pensada como estável e perene, fundada sobre regras de funcionamento explícitas distribuindo aos seus membros ou aos indivíduos relacionados a ela papéis diferenciados, articulados uns aos outros” (&lt;/span&gt;GUERREAU, 2002, p.447).&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A Igreja Católica era uma instituição regularizadora na medida em que todos os habitantes da Europa Medieval estavam diretamente relacionados a ela através de regras que normatizavam a vida social e espiritual, tendo um valor geral e coativo, e que eram expressas pela Igreja em seu poder de grande proprietária feudal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A distinção entre clérigos e leigos se dava, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a priori&lt;/i&gt;, na esfera religiosa, visto que as diversas funções distintivas no interior da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ecclesia&lt;/i&gt; atingiam todo o funcionamento da sociedade: estatutos jurídicos; formas de cultura e modos de vida distintos, e marcados nas funcionalidades específicas de cada ordem (&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;oratores, bellatores, laboratores&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Com as transformações agrícolas e seu respectivo aumento de produção (excedentes) no feudo, e reativação do comércio com o Oriente através das Cruzadas (1095-1290), alteraram-se a funcionalidade social e a divisão tripartida, apresentada anteriormente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Consequentemente, a sociedade tripartida se foi desfazendo aos poucos, pois surgiram novas necessidades sociais advindas da necessidade de manter o luxo dos nobres, através do excedente produzido em seus feudos. Para tal empreendimento, surgiu uma mão-de-obra especializada, tais como: pedreiros, marceneiros, vinhateiros, artesãos, negociantes, que iriam, em certa medida, modificar a estrutura estática das três ordens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Com estas transformações na estrutura social, emergiu uma comunidade constituída por uma nova classe social dos artesãos e comerciantes, “com uma nova dinâmica urbana de tendência democrática, com uma nova economia monetária, com sua mobilidade oposta à estabilidade latifundiária e, também, com novos delineamentos éticos e com novas exigências religiosas” (&lt;/span&gt;IRIARTE, 1985: p. 33) &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Neste contexto de mudança estrutural, de um “novo” espaço de interação constituído pela cidade, baseada na mentalidade do lucro, a Igreja Católica enfrentará uma oposição de postura moral e econômica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;metricconverter productid="1.2 A" w:st="on"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;1.2 A&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; IMPORTÂNCIA DAS CIDADES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A importância das cidades é crucial, pois neste espaço as ordens mendicantes (frades pregadores e frades menores) vão utilizá-la na tentativa de converter os fiéis a uma vida de penitência com suas exortações. No caso dos frades pregadores, em específico, ficaram conhecidos por combaterem os heréticos, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a priori&lt;/i&gt;, em debates teológicos, e depois com a instauração da inquisição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;As cidades são o espaço onde há a circulação dos grupos heréticos e suas idéias de contestação perante a ordem religiosa em vigência. É nelas que as idéias circulam e se propagam. Exatamente nesse dinâmico espaço é que os homens da cidade medieval foram influenciados pelas idéias de Santo Agostinho, ou seja, a cidade real e a cidade imaginária:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 11pt;"&gt;sonhada por seus habitantes e por seus artistas, filósofos e literatos. A percepção por parte dos cidadãos das reações econômicas, sociais e políticas é profundamente marcada pelas imagens e símbolos que lhes são propostos e frequentemente impostos por clérigos, intelectuais, pregadores nos seus sermões, urbanistas, artistas e os comandatários de suas obras. A cidade é um lugar teatralizado.(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; LE GOFF, 1992, p.219) &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Neste espaço de encenação e de vivência dos citadinos, surgirá a atuação da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fama pública, &lt;/i&gt;a qual se manifestava dando a notícia de aproximação do evento, informando sobre a natureza deste, na discussão dos aspectos particulares, como também nas decisões a serem tomadas, conforme mostra Raoul Manselli (&lt;/span&gt;1993, p. 35).&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Foi através da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fama pública&lt;/i&gt; que houve uma aglomeração envolta de eventos relacionados ao despojamento material de Francisco perante seu pai, Pedro de Bernardone, na Praça de Assis, com a presença do Bispo Guido, marcando, assim, uma das fases de sua conversão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Podemos concluir que a cidade medieval era um local dinâmico e em sua essência, heterogêneo. Era um espaço mercantil e artesanal separado dos campos com a mentalidade e prática voltadas para produção comercial, troca e lucro. Um sistema imbricado de relações valorativas do trabalho, bem como o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, organizando então uma geografia fechada pelas muralhas composta por portas que davam acesso ao seu interior (praças, tavernas, igrejas, casas...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dentro do contraste de experiência vivida e compartilhada, havia uma dinâmica nas redondezas da cidade: uma variedade de mercados para troca; praças que convergiam para o convívio social – aqui entendido como encontro, mesmo não espontâneo, entre mendigos, burgueses, artesãos, mestres-artesão, prostitutas e frades. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Uns e outros não podiam se ignorar e se integravam “no mesmo e pequeno universo de povoamento denso que impõe formas de sociabilidade desconhecidas nas aldeias, uma forma de vida específica, com uso diário de dinheiro e, para alguns, uma abertura obrigatória para o mundo”. (&lt;/span&gt;LE GOFF, 1992, p. 131)&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;No centro do interacionismo social, está a troca – função essencial da cidade e a discussão pública, na qual se distinguiam também os heréticos e as ordens mendicantes que utilizavam o espaço urbano para organizar seus encontros e ecoar os seus discursos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Isto foi possível em certa medida porque os homens da cidade medieval estavam ligados a um emaranhado de centros urbanos conectados entre si, possibilitando uma flexibilidade às influências trazidas pelas estradas que desembocavam na referida cidade medieval, oriundas de outras cidades. Assim, enriquecia-se a diversidade cultural e receptividade de novidades, como foi o caso da receptividade das pregações dos grupos heréticos e das ordens mendicantes. Assim, quem irá receber essas pregações (leia-se exortações) são os novos homens: o citadino (antigo camponês), que vive agora entre os muros, o mercador e o intelectual (&lt;/span&gt;LE GOFF, 1990).&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O sucesso da aceitação das ordens mendicantes no meio urbano se deu pelo fato de não estar fixado a uma cátedra ou paróquia, e sim porque estavam nos lugares comuns, ou seja, nas ruas e praças, “construindo uma identidade com o coletivo dos citadinos” (&lt;/span&gt;SILVA, op.cit., p. 32).&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Enfim, Francisco e os irmãos menores utilizavam a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;urbe&lt;/i&gt; para realizar suas exortações e converter os citadinos a uma vida de penitência. Anunciavam-se próximo às portas de acesso da cidade, num especo circunscrito aos muros, sendo o seu público alvo aqueles que viviam nos limites da cidade, em seus arredores. Neste caso, eram os marginalizados da sociedade medieval que viviam entre os senhores feudais e os clérigos usurários: pobres, mendigos, vagabundos, criminosos, leprosos, jograis (o próprio Francisco se dizia um jogral de Deus).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A marginalização era vivenciada e entendida:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 11pt;"&gt;dicotomicamente como &lt;i&gt;dentro &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;fora&lt;/i&gt;, centro e periferia, e contendo um juízo de valor, já que ao primeiro termo dessa dicotomia se atribui um caráter positivo. Esta imagem de diferenciação social sobrepôs-se à organização social, afastando do &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;centro&lt;/span&gt;, ou seja, da sociedade organizada em comunidades familiares ou de grupo, os marginalizados de todos os gêneros. (GERMEK, 1990, p. 236)&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Viver com e para os marginalizados foi a escolha de vida de Francisco. Renunciou ao mundo, mas com originalidade, vivenciando-o através de sua conversão –&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;uma reviravolta de valores que colocaram os leigos numa inserção ativa dentro da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ecclesia, &lt;/i&gt;mesmo que esta última “buscasse aproximar, maquiar e vincular Francisco a ela – ao bispo, ao Papa, à hierarquia eclesiástica. Francisco é condição, e ao mesmo tempo, condicionado ao mundo da cidade, aos homens que aí vivem e que se caracterizam como citadinos”. (&lt;/span&gt;SILVA, op.cit., p. 17)&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;1.3 TRANSFORMAÇÕES NA ESPIRITUALIDADE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Dentro da proposta de compreensão da espiritualidade medieval, André Vauchez propõe que para a Idade Média, especificamente entre os séculos VIII e XIII, esse conceito pode ser entendido como uma “doutrina de fé sob o seu aspecto dogmático e normativo, tendo a disciplina sua passagem à prática, geralmente no quadro de uma regra normativa”, ou seja, a “espiritualidade como a unidade dinâmica do conteúdo de uma fé e do modo como é vivenciada por homens historicamente determinados pelo seu contexto” (VAUCHEZ, op.cit., p. 11.).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Dos séculos VIII ao X, a espiritualidade medieval foi marcada pela influência do Império Carolíngio e pelos relacionamentos recíprocos de interesse entre o clero e os governantes. Naquele período, o cristianismo passou a preocupar-se com as práticas exteriores e obediência aos preceitos, exercendo uma forte presença da liturgia, sendo chamada por André Vauchez de ‘Uma Civilização da Liturgia’.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Desta forma, os leigos não possuíam acesso à espiritualidade, pois esta ficava a cargo dos clérigos através das suas intermediações: rituais, orações, confissão, missas, imagens, batismo, extrema-unção, casamento &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Assim, os clérigos faziam o intermédio entre os leigos e Deus, tendo como consequência a passividade dos leigos em relação à vivência da espiritualidade, sendo meros espectadores, pois não entendiam aquelas liturgias, muito menos a língua utilizada nas missas, o latim. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Somente os sacerdotes tinham acesso às escrituras sagradas e os únicos que podiam interpretá-las determinando preceitos de salvação e de conduta. No entanto, com a decadência do Império Carolíngio e o nascimento do feudalismo (união entre a feudalidade e o senhorio), e a independência da Igreja Católica em relação ao imperador a partir do papado de Gregório VII. No que se refere a sua reforma e desejo de emancipação ao poder temporal, corroborou a supremacia do poder espiritual em detrimento do poder secular, o que fez desencadear mudanças no processo da espiritualidade e desenvolver a vontade crescente dos leigos em participar mais ativamente na vivência espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Com o papa Urbano II (1095), em Clerent, “com efeito, e, pela primeira vez, a Igreja Católica estabeleceria as portas da graça em benefício da totalidade dos fiéis colocando como única condição a sua partida para o Oriente, a fim de aí lutarem contra os inimigos de Cristo” (VAUCHEZ, op. Cit., p. 104). Ou seja, ao se reportarem à Terra Santa, conseguiriam a remissão dos seus pecados tendo a recompensa no além, ao libertarem os lugares sagrados onde Cristo teria passado e, por conseqüência, a preparação da volta de Jesus a Parusia (últimos tempos, o juízo final).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;De acordo com Brenda Bolton (1983, p. 20), não houve uma reforma e, sim, uma renovação, sendo as decisões tomadas no combate ao nicolaísmo e simonia:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o isolamento do clero acompanhado pela elevação da dignidade sacerdotal, o controlo dos cargos eclesiásticos e a imposição do celibato do clero nos mosteiros ou em instituições semelhantes e, sumamente importante, a eliminação da ingerência laica nas nomeações para cargos da Igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;As renovações no seio da Igreja, principalmente contra o nicolaísmo e a simonia, engendradas pelo Papa Gregório VII, embora significativas:&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-layout-grid-align: none; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;parecem ter alcançado um patamar que satisfez a ortodoxia, tendo corrigido abusos do século XI e reforçado a unidade e a conformidade de pontos de vista que devem ser manifestados pela Cúria. No entanto, ao progredir mais em relação à eficiência administrativa do que ao ascetismo apostólico, a Igreja afastou-se ainda mais da &lt;i&gt;ecclesia&lt;/i&gt; &lt;i&gt;primitiva &lt;/i&gt;dos apóstolos, provocando uma reação daqueles que desejavam a continuidade das reformas. (IBIDEM, p.21)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Jacques Le Goff (2005, p. 27) chama a atenção para o fato de que ao proibir o casamento e o concubinato na primeira ordem da sociedade tripartida (clérigos), “a Igreja separa fundamentalmente os clérigos dos leigos pela fronteira da sexualidade. Mas a reforma gregoriana significa ao mesmo tempo aspiração a uma volta às origens – &lt;i&gt;Ecclesiae primitivae forma &lt;/i&gt;– e a realização da verdadeira vida apostólica – &lt;i&gt;Vita vere apostolica&lt;/i&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No entanto, a Igreja Católica focou a eficiência administrativa no sentido de corrigir os vícios do nicolaísmo. Desta forma, deixou em segundo plano a idéia da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ecclesia&lt;/i&gt; primitiva, fazendo com que emergissem focos de reação dentro da própria Igreja, a favor da continuidade das renovações, principalmente no que tange à vontade de se viver segundo o evangelho. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Neste sentido, o historiador Hilário Franco Júnior (2004: p. 79) fala que essas oposições à Santa Sé eram produto da cultura intermediária, tanto no caso das manifestações que ficaram na ortodoxia (cistercienses, franciscanos e dominicanos), quanto aos que caíram em heresia (cátaros, valdenses e fraticelli).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Completando ainda a vontade de se viver segundo o santo evangelho a favor das renovações:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Era, nos alvores do século XI, uma idéia nova. No final do século XI, um certo número de movimentos religiosos tinham fixado para si mesmos ambições assaz próximas: Papas reformadores como Gregório VII ou Urbano II, pregadores populares como Robert d’Arbrissel ou eremitas como Estevão de Muret tinham difundido na cristandade o ideal da vida apostólica, isto é, um retorno à vida da Igreja primitiva... a de uma comunidade em que ‘os crentes tinham um só coração’ e punham em comum tudo o que possuíam.&lt;sup&gt; &lt;/sup&gt;(VAUCHEZ, op.cit., p. 253.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Contudo, as renovações não resultaram na volta à Igreja dos primeiros tempos e de acordo com a vida dos apóstolos e, sim, a uma separação do corpo eclesiástico em relação ao mundo laico, culminando na centralização dos poderes junto à cúpula papal e consolidando, no papado de Inocêncio III, a idéia de teocracia.&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O papado de Inocêncio III (1198-1216), segundo Fernand&lt;/span&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt; Espinosa (1981, p. 300), é caracterizado pelo triunfo da idéia de teocracia papal, ou seja, do governo de uma sociedade cristã em torno de um pontífice, representante da autoridade divina na terra. Desta maneira:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Default" style="margin: 6pt 0cm 0pt 4cm; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Inocêncio III pôde assim intervir, não só junto dos estados que se haviam considerados territórios da Santa Sé, como Portugal, a Sicília e a Inglaterra, mas também junto de todos os demais onde surgiram problemas de ordem religiosa, política ou até moral. Sob a sua égide organizaram-se novas cruzadas (a quarta, que veio a terminar pela conquista de Constantinopla, e a expedição contra os Cátaros, em França), constituíram-se novas ordens religiosas (as mendicantes) e reuniram-se importantes concílios (4º Concílio de Latrão em 1215).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A política de Inocêncio perpassou pela tentativa de recuperação dos territórios que pertenciam a Igreja, através de doações realizadas anteriormente, assumindo, de fato, uma preponderância do poder espiritual em relação ao poder secular.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;No entanto, por outro lado, surgiram contestações contra o distanciamento da Igreja e sua respectiva intervenção nos poderes temporais, assim como sua riqueza material, que distanciava do projeto de se viver conforme os primeiros cristãos. Por exemplo, uma das críticas do mosteiro de Cister em relação ao mosteiro de Cluny, era que esta última abadia havia se enriquecido no âmbito do coletivo e seus frades tinham boa alimentação e vestimentas confortáveis, esquecendo-se a simplicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Dentro desta perspectiva de negar a vida mundana ou do que desta provinha, e principalmente a oposição do poder espiritual cada vez mais mesclado com os interesses temporais. Houve como consequência o afastamento dos ideais em relação ao que se configurava como vida dos primeiros cristãos, no caso, segundo as narrativas bíblicas – os quatro evangelhos e os atos dos apóstolos.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Neste contexto, a partir do século XI, surgiram grupos que propuseram, de uma maneira separada da Cúria Romana, seguir o evangelho, com a inclusão participativa do laicato. Rompem-se, assim, no campo das crenças, os preceitos Católicos, como fora o caso do grupo mais radical, os Cátaros ou Albigenses.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; O historiador Jacques Le Goff, no texto &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cidade&lt;/i&gt;, englobado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;no Dicionário Temático Medieval&lt;/i&gt;, ressalta que a autonomia institucional e política adquirida pelo citadino através da comuna está longe de ter sido geral e democrático, assinalando que o direito de burguesia foi conquistado apenas por uma minoria conseguido graças a pressões que podiam ir de revoltas a utilização da força.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; No livro &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Idade Média, Idade dos Homens&lt;/i&gt;, o historiador Georges Duby mostra a sociedade medieval como sendo estritamente vinculado ao universo masculino, em oposição ao feminino. Até o século XII fica caracterizada como a era dos cavaleiros, dos monges, dos cronistas, ou seja, a mulher é um ser desprezado e excluído das interações sociais. A partir do século XII, o casamento já é um sacramento no qual a Igreja delimitou-o, tornando-o monogâmico e indissolúvel. Havia a crença que a “mulher é um ser fraco que deveria ser necessariamente ser subjugado porque é naturalmente perversa, que ela está destinada a servir o homem no casamento e que o homem tem o poder legítimo de servir-se dela”. (DUBY, Georges, 1998, p. 30). Esta misoginia em relação à mulher fica mais evidente e concreta a partir do século XV com o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Malleus Maleficarum&lt;/i&gt;, manual de inquisição escrito pelos frades dominicanos Heinrich Kramer e James Sprenger.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ainda podemos completar que a mulher, no que se refere sua entrada na espiritualidade, se faz presente com os grupos heréticos, tais como as beguinas que depois serão inserias na 3º regra de São Francisco no início do século XIV, as quais se dedicavam à oração, ao trabalho manual e assistência aos enfermos. Temos também, conforme a vontade do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Poverello &lt;/i&gt;uma regra para as irmãs clarissas (1212) que viviam num claustro beneditino em prol da caridade aos enfermos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-3902151980211774210?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/3902151980211774210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/sao-francisco-de-assis-heretico-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/3902151980211774210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/3902151980211774210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/12/sao-francisco-de-assis-heretico-parte.html' title='São Francisco de Assis, herético? (Parte II)'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-4057414343700477241</id><published>2011-11-25T06:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T06:07:38.423-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>São Francisco de Assis, herético? (Parte I)</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoBodyText" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;SUMÁRIO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Informações Importantes..................................................8&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;"&gt;PANORAMA HISTÓRICO DO SÉCULO XI AO XIII&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l0 level2 lfo2; tab-stops: list 53.4pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1.1&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Sociedade......................................................20&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; mso-hyphenate: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l0 level2 lfo2; tab-stops: list 53.4pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1.2&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A Importância das Cidades...........................24&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; mso-hyphenate: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l0 level2 lfo2; tab-stops: list 53.4pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1.3&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Transformações da Espiritualidade...............29&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="2" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;"&gt;FRANCISCO DE ASSIS, HERÉTICO?&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt;"&gt;2.1 Os Séculos das Heresias...............................38&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt;"&gt;2.2 Francisco à Beira da Heresia........................50&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Referências Bibliográficas.............................................74&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Anexos...........................................................................79&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;INFORMAÇÕES IMPORTANTES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ao estudar São Francisco de Assis percebemos uma grande produção de obras analisando sua vida e a ordem franciscana, seja do ponto de vista historiográfico ou religioso. Esses estudos revelam a importância dessa personalidade que viveu no período medieval, nos séculos XII e XIII, respectivamente (1182-1226).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No aspecto religioso, podemos citar o Papa João Paulo II que utilizou em vários momentos de seu papado a figura de Francisco como modelo de ideal e exemplo de paz. N&lt;span style="color: black;"&gt;o dia 24 de janeiro de 2002, o Papa supracitado celebrou o dia da oração pela paz com representantes de diversas religiões na cidade de Assis. Tendo diante de si a destruição dos arranha-céus de Nova York, em 11 de novembro de 2001, e o conflito no Oriente Médio entre Israel e Palestina, o Papa buscou em Francisco a inspiração para tentar a conciliação e a possibilidade de novas relações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em outro momento, em 1986, no dia 27 de outubro, João Paulo II se encontrou com líderes religiosos com o objetivo de conscientização acerca da necessidade da Paz, e, por fim, em 1993, foi a Assis rezar pela Paz nos Bálcãs. (&lt;/span&gt;CARVALHO, 2005, p. 1)&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Além desse Papa, outros também utilizaram &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a memória&lt;/i&gt; da personalidade de Francisco como, por exemplo, o Papa Giovanni XXIII que, em 1962, fez uma peregrinação à tumba de São Francisco autenticando o já proclamado título de patrono da Itália ao santo, pronunciado pelo seu predecessor, o Papa Pio XII (18 de junho de 1939) (&lt;/span&gt;CIANCHETTA, 1993, p. 4).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;No que se refere à historiografia Franciscana, podemos citar historiadores de renome e erudição que deram grandes contribuições para o entendimento histórico de São Francisco, assim como do franciscanismo, no caso: Paul Sabatier, Joergensen, R Manselli, Lázaro Iriarte, Vauchez, Cardini, Le Goff, etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Outras fontes importantes são as produções de caráter monográfico e dissertativo. É válido mencionar a importância da Universidade Federal do Paraná que nos últimos cinco anos vem produzindo, com brilhantismo, dissertações com temáticas voltadas para os estudos de São Francisco e de grupos heréticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Outro ponto a ser considerado é a produção artística que, através das pinturas de Giotto&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, fez transparecer, na visão subjetiva do pintor e de seu contexto histórico, influenciado principalmente pela biografia oficial da época, a biografia de São Boaventura&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e passagens da vida do santo (Ver Anexos A, B, C, D e E).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Em resumo: o legado, a importância e a influência de Francisco transcenderam a marca espacial e temporal ao percorrer 800 anos, seja na abordagem popular, religiosa, jornalística, artística e acadêmica. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Podemos corroborar sua atualidade com o conhecimento popular dos famosos milagres que o santo teria feito: influenciado pelo Tratado de Milagres de São Tomás de Celano, que lhe outorga a função ecologista como o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Protetor dos Animais,&lt;/i&gt; devido ao seu louvor pela natureza e à famosa pregação aos pássaros; as centenas de mosteiros franciscanos espalhados em vários países; o recorde de vendas do livro biográfico de Jacques Le Goff, sucesso este em meios acadêmicos e laicos, utilizando o método biográfico, o qual fora utilizado na magistral e gigantesca pesquisa de quinze anos&amp;nbsp;na&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;obra biográfica de São Luís.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Desta maneira, parece que tudo já foi dito sobre uma das maiores personalidades&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; da história, ficando-nos a questionar o que nos resta escrever e o porquê e para quê escrever mais uma obra que fale de Francisco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Apesar de serem perguntas capciosas podemos analisar que:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;A historiografia deve arrogar a si o próprio pensamento histórico, que é o seu objeto, isto é, não simplesmente o estudo da maneira de escrever o que costumamos chamar de História, mas sua própria recriação, com toda carga de responsabilidades em que essa tarefa implica. (LAPA, 1981, p. 24)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ao partir desta reflexão, podemos dizer que “cada presente articula, de modo diferente, o espaço da experiência e o horizonte de espera. O passado é delimitado, selecionado e reconstruído criticamente em cada presente” (REIS, 2003, p. 173). No entanto, é importante salientar que não é nosso propósito, neste livro, apresentar uma produção de caráter inovador para a historiografia franciscana e, sim, contribuir com reflexões que ajudem a entender a personalidade histórica de São Francisco de Assis e sua respectiva ligação com a Igreja Católica, perpassando pelo que se concebia como heresia e os motivos pelos quais fizeram com que Francisco fosse aceito pela instituição Católica, não o considerando como herético.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Enfim, ao recuarmos no passado, na tentativa de compreender o contexto no qual estava inserido e, por consequência, entendê-lo, observamos que Francisco era mais um entre tantos leigos que renuncia aos bens materiais para viver como o próprio Cristo, mas não somente isso. Entregou-se à marginalização de uma sociedade, seguindo literalmente &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nu, o Cristo nu,&lt;/i&gt; e “viveu segundo o evangelho, recusando toda a segurança e entregando-se à providência no que se refere à subsistência, ao alojamento e todas as outras necessidades” (VAUCHEZ, 1995, p. 256).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Na orientação da pesquisa dialogamos, principalmente, com as seguintes obras referentes ao santo: a de Raoul Manselli (1993), Franco Cardini (1993) e Jacques Le Goff (2005) – todas elas intituladas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;São Francisco de Assis&lt;/i&gt;. Além dessas obras, procuramos nos orientar por pesquisas recentes, tais como dissertações de mestrado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Na obra de Raoul Manselli, ficam explícitos os elementos que levaram Francisco a optar por viver na marginalização social, vivendo segundo os evangelhos. Ainda, de maneira original, apresenta um conceito crucial para se entender o mecanismo de comunicação no burgo, e, com efeito, a divulgação dos acontecimentos que se passavam dentro dele, através da prática interacionista, conhecida como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fama pública.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em outra perspectiva, Franco Cardini desenvolve uma biografia que aborda uma compreensão da personalidade histórica do santo, sem diminuir o Francisco &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;hagiográfico, conseguindo com tal junção uma narrativa do contexto e das ações, o que proporciona ao leitor uma agradável leitura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Jacques Le Goff, por sua vez, escreve uma biografia que propõe uma visão de Francisco oscilando entre o radical e o moderado, propondo, assim, um Francisco &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;moderno&lt;/i&gt; dentro da moldura contextual em que viveu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;André Vauchez, simplesmente essencial para o ponto de partida e contextualização da espiritualidade medieval. Na obra supracitada do autor, utilizamos o capítulo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Monges e Religiosos na Idade Média&lt;/i&gt;, organizado por Jacques Berlioz, o qual salienta o aspecto religioso do período, preocupado &lt;personname productid="em apresentar Francisco" w:st="on"&gt;em apresentar Francisco&lt;/personname&gt; como parte integrante da história da espiritualidade no Ocidente, e também a utilização do conceito de espiritualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Por fim, as dissertações de mestrado dos historiadores Victor Graciotto, Cibele Carvalho e Laura Thomé, intitulados, respectivamente, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Pregação e o Pregador&lt;/i&gt;; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Francisco de Assis entre as duas regras&lt;/i&gt;; e &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Da Ortodoxia à Heresia: Os Valdenses (1170-1215)&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;. Estes trabalhos acadêmicos, além de uma excelente contextualização da Idade Média, proporcionaram um material significativo sobre Francisco, ao nível de como se constituíam e de que forma se davam os seus discursos (admoestações); os melindres dos seus últimos anos e, por conseguinte, o desgaste da oficialização da sua ordem através da constituição de uma regra validada pela Cúria Romana e, finalmente, o contexto das heresias, especificamente a dos Valdenses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Além das referidas obras, optamos por usar algumas fontes primárias, são elas: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Testamento de São Francisco de Assis; Crônicas de Jacques de Vitry; Vita I e Vita II de&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tomás de Celano&lt;/i&gt;; e a biografia de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;São Boaventura&lt;/i&gt; (Legenda Maior e Legenda Menor).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O testamento é um documento de suma importância, pois é um escrito de Francisco que permite entender a sua pessoa e a sua respectiva ligação com a Igreja &lt;/span&gt;Católica&lt;span style="color: black;"&gt;. As crônicas do prelado francês, Jacques de Vitry, possibilitam a descrição e a importância da ordem mendicante a partir de um ponto de vista contemporâneo de um representante eclesiástico. Em relação às biografias, estas foram utilizadas de maneira não aprofundada, e, sim, em caráter de contextualização e suporte para o entendimento de alguns processos como, por exemplo, o gênero literário denominado hagiográfico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Aos juntarmos as fontes primárias, obras secundárias e obras de contextualização do período pesquisado, o conjunto destas nos proporciona o levantamento de traços característicos da personalidade de Francisco, a sua espiritualidade e o contexto histórico no qual ele estava inserido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Como frisa o historiador Victor Graciotto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 11pt;"&gt;o importante está em considerar tais representações como possibilidade que não excluem outras, mas que estão todas presas a um universo cultural, social, político e econômico delimitado, ou seja, cabe a nós trabalharmos com uma contextualização que dê conta tanto do autor como da documentação. (2005, p. 19)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A pesquisa teve como objetivo apresentar na moldura concreta da própria época a interação do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Poverello&lt;/i&gt; (literalmente do italiano pobrezinho, como assim era chamado Francisco por seus contemporâneos) com a Igreja &lt;/span&gt;Católica&lt;span style="color: black;"&gt;, e o que esta concebia e penalizava como herético. Assim, consideramos nestas interações que o principal fator de ser herético era a contestação dos sacramentos e crenças da Igreja Católica, e a desobediência perante a pregação não autorizada pelo clero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ao contrário, Francisco respeitou e admirou os sacramentos e a hierarquia eclesiástica – oposto do que aconteceu com outros grupos que seguiram a vida segundo o evangelho. (Ver Anexo G)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A estrutura do presente livro está dividida em dois capítulos: o primeiro capítulo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Panorama Histórico dos séculos XI ao XIII&lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;, &lt;/b&gt;descreve as mudanças na estrutura social e religiosa, perpassando pelo aparecimento da cidade, da Reforma Gregoriana e a consolidação da idéia teocrática no pontificado de Inocêncio III. O segundo capítulo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;São Francisco, Herético? &lt;/i&gt;contempla o cerne da nossa pesquisa, ou seja, como a Igreja Católica concluía em seus pressupostos que um grupo era herético, e como Francisco vivenciou sua experiência espiritual, e se esta vivência integralizava uma prática herética. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Giotto (1266-1337) é considerado como o precursor da pintura renascentista. Dentre as inovações que proporcionou pode-se mencionar a perspectiva, tendo como principal característica de seu trabalho a identificação dos santos com os seres humanos de aparência comum, haurindo o caráter de humanização destes. Realizou vinte e oito pinturas referentes à vida de São Francisco na Basílica de San Francesco, a pedido do Papa Gregório IX. Este ciclo de pintura sobre a vida de São Francisco foi baseado na biografia de São Boaventura (Legenda Maior e Legenda Menor). Escolhemos cinco obras dentre os 28 afrescos pintados acerca da vida de Francisco para exemplificar a obra de Giotto di Bondone, as quais podem ser vista nos anexos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Em 1265, ficara decidido que o atual ministro da ordem dos frades menores, São Boaventura, iria fazer a melhor e a mais verdadeira biografia de Francisco para acabar com as discussões que haviam sido geradas após a morte do santo. Assim, fora realizado a biografia, tendo no capítulo geral de &lt;metricconverter productid="1266 a" w:st="on"&gt;1266 a&lt;/metricconverter&gt; adoção desta como verídica com o argumento de que São Boaventura utilizou entrevistas com Frei Egídio e Frei Leão, os quais conviveram com Francisco; embora já estivesse em idade avançada. Desta maneira, as outras biografias foram suprimidas e a de São Boaventura distribuída para várias regiões como a única oficial e aceitável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2421912086318354612#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; A utilização da palavra personalidade em nosso trabalho significa conceitualmente uma pessoa que em seu contexto histórico, através de um conjunto de valores e atos influenciou e/ou modificou uma sociedade em sua temporalidade vivida ou em sociedades posteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-4057414343700477241?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/4057414343700477241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/11/sao-francisco-de-assis-heretico-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4057414343700477241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4057414343700477241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/11/sao-francisco-de-assis-heretico-parte-i.html' title='São Francisco de Assis, herético? (Parte I)'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-2844220093749691043</id><published>2011-11-06T17:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T17:05:51.768-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Conto: O Envelope, de Raphael Reis</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt; &lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fernando Afonso, argentino da região de “La Plata”, recebeu uma carta. Nisto não há nada de interessante. Quantas pessoas não recebem cartas? Não seria nada de interessante se não fosse a ausência do remetente.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;Agora as coisas mudarão, irá acontecer algo diferente, o amigo leitor, naturalmente, deve ter pensado. Como hipóteses são só hipóteses, vamos aos fatos: Afonso pegou a carta, examinando-a em todos os seus detalhes. Por um instante lembrou-se do amigo escritor, o uruguaio Benedetti e seu conto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2B0C918T00;"&gt;Uma Carta de Amor. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;Sorriu com suas reminiscências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após a análise, constatou que era uma carta como qualquer outra, nada de diferente, só a questão do remetente. Pensou: se alguém não é capaz de identificar-se, não era também merecedor de sua atenção. Curioso, no entanto, questionou-se mais uma vez: "por que não um e-mail, ou uma mensagem viacelular?" Mistério!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Parou, olhou novamente para carta e depois para um ponto qualquer. Empolgou-se&amp;nbsp;ao imaginar que poderia ser uma carta de uma admiradora secreta que não queria se identificar por causa da timidez. "É claro, só poderia ser Marcela", refletiu.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pela manhã, Marcela, sua vizinha, ao subir de elevador com Fernando Afonso, trocou olhares nada discretos, observou-o em todos os seus detalhes – prática, por excelência, feminina. Afonso ainda ficou sabendo, pelo porteiro Sérgio, que ela fizera perguntas sobre sua pessoa. Fernando felicitou-se por descobrir essa possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Mas, diabos, por que ela não falara diretamente que estava a fim de mim, ao invés de mandar uma carta?" Pensou que talvez fosse a timidez que a deixava, a cada dia, mais bonita. Por isso, preferiu o recurso antigo e infantil da carta.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No ápice de sua imaginação, Fernando já sabia o conteúdo da carta – um convite para um encontro. Imediatamente foi até a janela do corredor, pois esta dava de frente para a janela do quarto de Marcela. Mirando pela fresta da janela do corredor, percebeu a presença da moça, mais bela do que nunca.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lá estava ela, em frente ao espelho, colocando brincos brilhosos, depois as pulseiras, se arrumando. A vista da fresta não era das melhores, contudo, deu para observar a cor do vestido e outros detalhes que muitas vezes só a imaginação preenche.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se havia ainda alguma dúvida, agora era certo. Marcela estava se arrumando para o encontro na expectativa de uma resposta positiva de Afonso. Este, que não era bobo nem nada, ou melhor, um cara de pau de mão cheia, foi logo se arrumar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abriu o guarda-roupa, escolheu a mais bonita calça jeans, vestiu uma blusa social polo, completando o visual com um sapato preto italiano, combinação perfeita, diga-se de passagem. Claro, já estava me esquecendo, não podia faltar: passou um perfume que ganhou da ex-namorada. Quiçá, seja para isso que servem os presentes de ex-namoradas – serem usados para conquistar as futuras namoradas e se isso acontece, possuem uma secunda função, não menos importante do que a primeira, despertar ciúmes.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estava tudo pronto e só bastava passar na casa de Marcela, falar que recebeu a carta e, por conseguinte, o convite e que a levaria, sim, para um jantar romântico em um dos restaurantes&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;italianos da cidade para seduzi-la com a degustação de um bom vinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao sair de sua casa, Fernando Afonso já quase fechando a porta, deu uma última olhada para a carta: algo errado, estranho. Alguma coisa lhe dizia que era de bom alvitre abri-la, mas tinha a certeza absoluta de um médico ou de um advogado, pois, caro leitor, você já presenciou alguma vez um desses profissionais cometerem um engano? – eles sabem de tudo, quase &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estava escrito:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Ilustríssimo Senhor Fernando Afonso – quando uma carta começa assim, desconfie – devido às intempéries, o senhor não entrou em contato com nossa agência. Tentamos de todas as maneiras contatar Vossa Senhoria, que não nos retornou. Temos as melhores condições de financiamento, com juros baixíssimos. Por gentileza, procure a agência mais próxima. Grato, a gerência”.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para Marcelo Novais&lt;/div&gt;24/11/2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;uma onisciência divina. Como não era médico e nem advogado, finalmente resolveu abrir a carta por desencargo de consciência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este conto faz parte do livro "Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram", de Raphael Reis. Confira os pontos de venda ou entre em contato: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:raphaeloliveirareis@yahoo.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #992211;"&gt;raphaeloliveirareis@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/"&gt;http://www.livrariacultura.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Juiz de Fora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planet Music&lt;br /&gt;Livraria Vozes&lt;br /&gt;Livraria 3ª Margem&lt;br /&gt;Livraria Liberdade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-2844220093749691043?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/2844220093749691043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/11/conto-o-envelope-de-raphael-reis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/2844220093749691043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/2844220093749691043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/11/conto-o-envelope-de-raphael-reis.html' title='Conto: O Envelope, de Raphael Reis'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-1762431065145264365</id><published>2011-10-29T17:55:00.000-07:00</published><updated>2011-10-29T17:55:26.390-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Política'/><title type='text'>Crítica a lei do Vereador Pastor Carlos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ao abrir o site da Câmara Municipal de Juiz de Fora na quinta-feira, fiquei surpreso ao ver uma lei de autoria do Sr. Vereador Pastor Carlos, que outorga a veiculação de mensagens bíblicas nos contra-cheques dos servidores municipais de Juiz de Fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Não precisa ser nenhum gênio ou de formação jurídica, para saber que o Estado brasileiro é laico, isto é, sem religião oficial. Além disso, é um direito constitucional a pluralidade religiosa e o seu respectivo respeito. Ainda, afirmaria que essa lei é até inconstitucional, mas isso eu já deixo pra alguém de conhecimento jurídico se posicionar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Com a justificativa simplista, o vereador supracitado disse que as mensagens bíblicas são reconhecidas por todos (seu valor) e de grande inspiração e motivação para o dia a dia – e isso não estaria atrelado a uma religião, em específico. Balela, convenhamos. Inspiração por inspiração, motivação por motivação, ou seja, mensagens de grande valor para o cotidiano também podem ser retiradas de outros livros “sagrados”, como o Bhagavad Gita e Alcorão, por exemplo. E se o objetivo é, realmente esse, porque não se estabelece mensagens de personalidades religiosas (Gandhi, Chico Xavier, Mashararu Taniguchi, Sathya Sai&amp;nbsp;Baba,&amp;nbsp;Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá, etc) ou de filósofos e literatos? Talvez a resposta seja a mais óbvia: a intenção do vereador&amp;nbsp;é privilegiar sua crença, desrespeitando a pluralidade religiosa e seu desconhecimento sobre alternativas, o que revela mediocridade de quem ocupa um cargo político de suma importância para a sociedade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;E também, ganhar 11 mil para isso, convenhamos... Isso mostra o quanto nossa câmara municipal precisa ser renovada – as eleições já estão aí!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Enfim, oxalá não tenha erro de impressão das mensagens, porque senão só irá aparecer Malaquias, capítulo 3, versículos de 8 ao 11. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-1762431065145264365?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/1762431065145264365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/10/critica-lei-do-vereador-pastor-carlos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/1762431065145264365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/1762431065145264365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/10/critica-lei-do-vereador-pastor-carlos.html' title='Crítica a lei do Vereador Pastor Carlos'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-3837688063511868900</id><published>2011-10-19T12:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T12:20:58.825-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica Literária'/><title type='text'>Comentários de Glauber Loures sobre o livro "Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram"</title><content type='html'>Impressionen unter Wasser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando não consigo dormir à noite, entro em um estado de catarse no dia seguinte, e aí é que não consigo dormir mesmo. Me meto a escrever desesperadamente. Usualmente imitando Bukowski, muito mal, e tecendo comentários com pedantismo acobertado sobre a relação entre mulheres, bebida, pulsão de morte e Kierkegaard. Dessa vez, entretanto, com algo a dizer; sobre a experiência da madrugada e sobre minha boa companhia durante a viagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estava com uma gripe que me levou aos primeiros graus de febre. O estado mental e corporal advindo disso é sempre desagradável, mas por vezes me proporciona sensações de iluminação espiritual e vigor intelectual que me impressionam e me sugerem, em meio ao agridoce do calafrio da febre, que sou doido.&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;Fiquei todo o tempo em que estive deitado, entre a 1h e as 4h, travando uma batalha no plano onírico que envolvia religião, imperativos éticos e lances de futebol. Acordando no meio da noite, senti a camisa do pijama encharcada de suor, e fui até a cozinha tomar uma vitamina. Voltando ao quarto, já sabia que o único remédio pro meu estado etéreo era devorar livros (nesse aspecto eu me julgo o tipo de romântico que em seis dias de febre escreve um romance, embora nunca tenha escrito nenhum). Fui à minha estante escolher meu compadre da vez. Passei os olhos por Weber, pensei em Raízes do Brasil, paquerei As ilusões perdidas e encarei Edgar Allan Poe por alguns segundos. Mas não havia remédio. Já havia um livro predestinado. Escondido para leitura em horas de tempo sobrante (porque um mestrado exige atenção integral, só afrouxada pelas necessidades mais elementares, a saber, o Corinthians, o portal UOL, o Rafinha Bastos, o Facebook e a preguiça), o livro Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges elogiaram, de Raphael Reis, foi arrastado até minha mão por parapsicologia&lt;a href="http://br.mg1.mail.yahoo.com/neo/#_edn1" name="_ednref1" rel="nofollow" title=""&gt;&lt;span class="yiv1628247118MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="yiv1628247118MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[i]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Me ocupei dele nas horas seguintes. Nos primeiros momentos, adotei a postura crítica relacionada ao fato de Raphael Reis ser meu amigo. Ora, como diz Groucho Marx, não quero ser aceito por um clube que me aceite como sócio. Se Raphael, meu amigo, pode escrever o livro, necessariamente não estaria à minha altura. O primeiro conto me desarmou, o segundo me embalou e o terceiro me tragou. Ao ler “O envelope”, fui levado à minha própria cabeça. Às minhas próprias teorias e sabedorias. Ao meu próprio humanitismo, que em minha versão , muito mais aprimorada e proativa que a do Borba, chama-se Victorianismo, com a devida ênfase na miséria humana, na busca indelével por Deus, nos ardis de Satanás, no processo de conflito inerente à vida e à indefectível vitória do bem. Estive certo de que Raphael era a personificação do Victorianismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, seguindo o crente chinês Watchman Nee, encarei meus pensamentos e vi, é claro, que eram todos malignos e invejosos, porque o texto que estava à minha frente dizia tanto sobre mim que não pude conter a decepção por não ter sido eu seu autor, e a loucura do Victorianismo deu subitamente lugar à fruição literária e ao prazer da leitura. Fiquei boquiaberto com a profundidade do texto, sob a aparente simplicidade. Exatamente o contrário do que fazem hoje os escritores, decorando de prolixidade a simplicidade mais insossa. Meu olhar sóbrio de agora me ensina que esse conto é Schelling; fala sobre a natureza humana, que é a busca permanente por Deus, busca essa que, por ignorância e pela maldade do homem, é transfigurada, corrompida, mascarada, permeada de vaidade e auto ilusão. Mas sempre desejosa do Seu amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seguindo a jornada, “O príncipe” me lembrou a pós-graduação em Juiz de Fora, e a aula em que a temida Beatriz de Bastos dispôs os alunos em círculo em sua aula, que culminou com a rendição de seu reinado despótico ao republicanismo intelectual, devido às palavras do autor deste livro sobre o qual aqui falo, que prendeu a atenção de Beatriz do início ao fim com seus comentários sobre Maquiavel.&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cheguei ao “Quer comprar minha esposa?”, onde comecei a compreender o que me ocorria nesta madrugada. A ironia romântica do personagem com insônia me despertara para minha situação. Consciência completa da questão eu obtive por conta de “Livros falantes”, que trouxe Gaarder a meu quarto pra me explicar que estratégias são necessárias, se se quiser escapar rumo à liberdade. Só há liberdade conquistada.&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em “Memórias de Auschwitz”, imaginei logo que o personagem nunca leu Kant, pelos disparates das questões teológicas da primeira página. Mas em “Encontro literário”, entretanto, algo mais que reflexões aconteceu. Algo dos Noumena. A página seguinte ao fim do texto, com o contato com o autor, reluziu, e subitamente eu estava não mais em meu quarto, mas em uma canoa na Amazonia, perto de Boca do Acre, no rio Juruá. Ao fundo um hino de louvores aos seres divinos. Junto comigo estava ninguém menos que Glauber Rocha, escrevendo alguma coisa freneticamente. Sem nenhuma surpresa com minha presença no lugar, Glauber olhou fixamente nos meus olhos e começou aquela gesticulação desenfreada, dizendo: Você tem que lutar contra essa indústria cultural que não só monopoliza os meios de produção mental mas mata o Brasil. Quer dizer, é preciso dar importância à história oral, à história tradicional, e ao nosso papel -seu mais do que meu que só vivo como potência e não como ato - como artífices na construção e manutenção de nossas histórias e nossas verdades. Me vejo contrariado com o povo brasileiro. Eles querem que meu Deus &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;faça como faz lá no estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1628247118MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acordei atônito. Já não havia febre, já não havia gripe. Eu estava completamente normal. Fui logo tratando de postar minhas impressões sobre o livro de Raphael no Facebook.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Gaspar Blanco (Glauber Loures: Graduado em Ciências Sociais pela UFJF e Mestrando em Ciências Sociais pela UFMG)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-3837688063511868900?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/3837688063511868900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/10/comentarios-de-glauber-loures-sobre-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/3837688063511868900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/3837688063511868900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/10/comentarios-de-glauber-loures-sobre-o.html' title='Comentários de Glauber Loures sobre o livro &quot;Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram&quot;'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-879046155552710973</id><published>2011-09-30T17:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T17:37:04.123-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Conto: O Destino de um Morto, de Raphael Reis</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt; &lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como pertencia à classe dos sacerdotes, Bakenmut obteve um excelente cortejo fúnebre, condizente com sua posição social.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os sacerdotes funerários, amigos do velho e bom sacerdote, encarregaram-se de extrair e embalsamar suas vísceras, técnica esta complicada e que exigia conhecimentos profundos de anatomia para que os órgãos não fossem danificados. Durante o longo processo de mumificação, os sacerdotes funerários colocaram umas vinte e tantas voltas de atadura no corpo de Bakenmut.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;O amuleto mais precioso, o escaravelho, fora colocado na região do coração, tinha o intuito de proteger o defunto contra os perigos que o esperavam no outro mundo. O especial escaravelho colocado em Bakenmut tinha, na sua face superior, um pequeno trecho do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2B0C918T00;"&gt;Livro dos Mortos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;, o qual fazia referência à psicostasia. Nesta passagem, o morto pedia a seu coração que não o contradissesse e que não o desmentisse diante dos deuses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O deus Anupu, forma de homem e cabeça de chacal, guardião das necrópoles e deus da mumificação, era o encarregado de tirar o coração do defunto e levá-lo até Osíris para, finalmente, ocorrer o julgamento de seu coração.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma vez preparado o cadáver e depositado no sarcófago, fizeram a procissão até o templo de Karnak. Seguiram-no os vários sacerdotes, seus quinze criados e centenas de egípcios, inclusive o Faraó Ramsés II – tamanho prestígio de Bakenmut.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os quinze criados transportavam os objetos pertencentes ao morto. Esses objetos, assim como os criados, foram colocados no túmulo – tinham a missão de proporcionar a Bakenmut comodidade no Além. Ao chegarem ao túmulo, o sacerdote mais velho realizou o ritual de abertura da boca da múmia, acreditando, assim, que ela voltaria à vida.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todo o material funerário, seus objetos e criados foram selados junto a Bakenmut no túmulo em forma de pirâmide para que nada perturbasse o eterno descanso.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O temido Anupu levou o coração de Bakenmut até Osíris, soberano do reino dos mortos que, juntamente com outros deuses, realizava a chamada psicostasia, isto é, pesagem do coração.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se as más ações do coração fossem mais pesadas que uma pena, o morto era devorado por um monstro; se pesasse satisfatoriamente menos, podia percorrer o mundo subterrâneo, cheio de perigos, até o paraíso.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com o coração de Bakenmut na mão esquerda, Osíris o colocou na balança: de um lado a pena e de outro o coração. Veio o julgamento: o velho e bom sacerdote fora devorado pelo monstro Amut, divindade com corpo formado por partes de hipopótamo, crocodilo e leoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;Neste momento, Nekhebet, deusa da proteção, olhou para Osíris e interrogou: – quantas pessoas havia no paraíso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Osíris voltou-se para onde, geograficamente, seria o paraíso. Com seu olhar de chacal, olhou em todas as direções, mas sequer viu uma alma.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para Rosilene Cardoso&lt;/div&gt;05/11/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este conto faz parte do livro "Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram", de Raphael Reis. Confira os pontos de venda ou entre em contato: &lt;a href="mailto:raphaeloliveirareis@yahoo.com.br"&gt;raphaeloliveirareis@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-879046155552710973?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/879046155552710973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/conto-o-destino-de-um-morto-de-raphael.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/879046155552710973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/879046155552710973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/conto-o-destino-de-um-morto-de-raphael.html' title='Conto: O Destino de um Morto, de Raphael Reis'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-4264928486043829342</id><published>2011-09-19T08:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T08:12:03.560-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Novos Pontos de Venda do livro “Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram”, de Raphael Reis.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Novos Pontos de Venda do livro “Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram”, de Raphael Reis.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Livraria Livros e CIA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;AV. Independência &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Papelaria Alternativa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Barão de São Marcelino, 356.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca Passos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Padre João Emílio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca São Vicente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Bahamas da Av. Rio Branco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Taberna Conclave&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Padre Café&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca São Mateus&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Moraes e Castro com Rua São Mateus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca São João&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua São João com Av. Rio Branco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca Bom Pastor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Procópio Teixeira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca Jesuítas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Gil Horta com Av. Independência&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca Fiore&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Marechal Deodoro (em frente aos Correios)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca da Vivian&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Batista de Oliveira com São João&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca Santa Casa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Banca Dia e Noite&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Rua Batista de Oliveira com Getúlio Vargas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-4264928486043829342?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/4264928486043829342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/novos-pontos-de-venda-do-livro-contos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4264928486043829342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4264928486043829342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/novos-pontos-de-venda-do-livro-contos.html' title='Novos Pontos de Venda do livro “Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram”, de Raphael Reis.'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-1761040906857425021</id><published>2011-09-14T06:42:00.001-07:00</published><updated>2011-09-14T06:42:31.914-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edital'/><title type='text'>Edital 02 de 2011 (Seleção de Poesias)</title><content type='html'>&lt;div style="line-height: 135%; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Revista Encontro Literário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 135%; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 135%;"&gt;Edital 02 de 2011 (Poesia)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 135%; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;A Revista Encontro Literário tem como objetivo fomentar a produção literária, bem como o prazer da leitura. Para isso, iremos publicar dois editais: o do primeiro semestre será dedicado ao gênero Conto e o edital do segundo semestre será contemplado o gênero Poesia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;REGULAMENTO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 1º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; – A Revista Encontro Literário, por meio deste edital, abre inscrições para publicação de Poesias, com temática livre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;§ 1º – As inscrições serão gratuitas.&lt;br /&gt;§ 2º – Ao se inscreverem, todos os candidatos aceitarão automaticamente todas as cláusulas e condições estabelecidas no presente regulamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 2º&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; - Serão consideradas duas categorias, a saber: Categoria Juvenil (de 12 aos 17 anos) e Categoria Adulta (a partir de 18 anos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Das inscrições&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 3º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; – Podem participar do edital quaisquer pessoas, desde que o texto seja escrito em língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 3º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; – As inscrições serão realizadas através do e-mail &lt;a href="mailto:revistaencontroliterario@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;revistaencontroliterario@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; no período de 15 de setembro a&amp;nbsp;30 de outubro de 2011. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Parágrafo único – Não serão aceitos textos discriminatórios, pornográficos ou que façam apologia às drogas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 4º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; – Cada participante pode se inscrever com 1 (um) trabalho. As poesias devem ser inéditas, ou seja, que ainda não foram publicadas em livros, jornais ou outros meios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;§ 1º – As poesias devem ser enviadas em arquivo Word (preferencialmente versão 2003), para o e-mail &lt;a href="mailto:revistaencontroliterario@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="color: #ca0006;"&gt;revistaencontroliterario@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;§ 2º - No campo assunto deve ser mencionado a categoria pertencente (juvenil ou adulta).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;§ 3º - Em arquivo separado da obra, devem ser enviadas as seguintes informações: título da obra e dados pessoais (nome completo, endereço, telefone de contato, e-mail) bem como um breve currículo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;§ 4º - Os trabalhos devem ser digitados em editor de texto eletrônico Word ( preferencialmente versão 2003) seguindo as seguintes configurações:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;a) Fonte Arial ou Times Roman, tamanho 12;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;b) Espaçamento entre linhas de 1,5 cm.&lt;br /&gt;c) Cada poesia não deve exceder o limite de 02 (duas) laudas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Art. 5º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Serão selecionadas 3 poesias em cada categoria, para publicação no site da Revista Encontro Literário, inscrito no endereço www.revistaencontroliterario.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;§ 1º – Ao enviar as produções literárias o participante tem a plena consciência de que autoriza a Revista Encontro Literário a publicar suas obras sem nenhuma espécie de ônus para a revista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;§ 2° – Os autores que tiverem suas obras selecionadas para publicação receberão como premiação certificado de Menção Honrosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Da comissão julgadora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 6º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; – A Comissão Julgadora é composta pelos editores e colaboradores da Revista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Parágrafo único – A Comissão Julgadora terá autonomia no julgamento, que será regido pelos princípios de originalidade. A decisão da comissão é irrevogável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Do resultado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 7º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; – O resultado do Concurso será divulgado em&amp;nbsp;dezembro de 2011 no site &lt;a href="http://www.revistaencontroliterario.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;www.revistaencontroliterario.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. A publicação das obras selecionadas acontecerá no mesmo mês. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Das disposições finais&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Art. 8º&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; – Os casos omissos serão decididos pelos Editores da Revista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Juiz de Fora,&amp;nbsp;14 de setembro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Editores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Raphael Reis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Paulo Tostes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Aílton Augusto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-1761040906857425021?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/1761040906857425021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/edital-02-de-2011-selecao-de-poesias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/1761040906857425021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/1761040906857425021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/edital-02-de-2011-selecao-de-poesias.html' title='Edital 02 de 2011 (Seleção de Poesias)'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-8763088190968928136</id><published>2011-09-10T06:46:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T06:46:09.624-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Críticas sobre a matéria A Nova Classe Leitora, da Revista Carta Capital, publicada no dia 26 de abril de 2011.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Críticas sobre a matéria &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Nova Classe Leitora&lt;/i&gt;, da Revista Carta Capital, publicada no dia 26 de abril de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Confira na íntegra a reportagem [http://www.cartacapital.com.br/cultura/a-nova-classe-leitora].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Primeiro confesso que fiquei surpreendido com uma atitude, que ao final, me pareceu uma aceitação de certo nível de mediocridade referente à leitura, mostrando o desconhecimento de que a leitura não é só o simples ato de ler - muito menos qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Algumas considerações:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;1ª) Tenho para mim que o fator econômico não é condição necessária para o ato de ler, visto que há bibliotecas públicas razoáveis em várias localidades no Brasil. Partindo da experiência micro, tendo Juiz de Fora como exemplo, percebemos que a existência de várias bibliotecas com acesso público, como a da Glória (a maior em acervo), a do Seminário Santo Antônio e a Biblioteca Municipal, sem contar as universitárias, as escolares e bibliotecas comunitárias. Ou seja, o indivíduo sem condição financeira razoável, pode ter acesso à leitura, o que me leva crer que o problema está na formação do leitor, e não necessariamente na renda, apesar desta, ser um fator importante, principalmente na compra do livro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;2ª) Duchiade afirma que é bom e importante a diversificação dos gêneros literários, embora frise que para o mercado editorial a venda dos livros de autoajuda e religiosos são lucrativos. Retirando essa constatação de uma esfera especificamente de mercado, e contrapondo a posição reducionista do antropólogo Felipe Lindoso, percebe-se que há dois processos não mencionados na matéria, a saber: a) a questão da fabulação, onde um determinado tipo de gênero possa ser um trampolim para outros gêneros (transferência de camadas de leitura e níveis de aprofundamento como, por exemplo, a hermenêutica); B) a diferença entre formação do leitor e hábito de leitura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Acreditar que o bom livro é o que a pessoa lê e que a leitura tenha que atender inquietações pessoais, é desconsiderar e ignorar todo um universo simbólico de natureza histórico-filosófica e obstruir novos horizontes de leitura/conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A formação do leitor requer não só o ato de ler (hábito). É preciso desenvolver outros elementos que fazem parte do mundo de um bom leitor e de um aprofundamento da leitura, tais como: consciência de uma boa tradução, conhecimento do contexto histórico e biográfico, conhecimento dos elementos físicos do livro, manuseamento das informações contidas no livro de maneira a estabelecer relações interdisciplinares com outras áreas – isso é o mínimo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;3º) Outro problema seria até que ponto esse leitor condicionado ao hábito de ler (estímulos), muitas vezes influenciado pela mídia ou pela orientação religiosa, não se torna alheio à literatura (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;stricto sensu&lt;/i&gt;), por falta de informação. Ler, por exemplo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Sentimento do Mundo&lt;/i&gt;, de Carlos Drummond de Andrade é penetrar em um contexto histórico-social, que envolve várias facetas, da crítica social a um sentimento do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;eu&lt;/i&gt; frente ao mundo, e isso além de provável resposta a inquietações pessoais, pois coloca o indivíduo numa &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;situação de um constructo que envolve coletividade, conhecimento de quem foi o autor, onde ele escreveu, o que levou ele ter aquele estilo de escrita, etc. Ler &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Crime e Castigo&lt;/i&gt;, de Dostoievski, é entrar num contexto russo, explorando a fabulação com temas pertencentes aquilo que se chama de universal (a questão moral), o que é “pano pra manga” para discutir inclusive questões relacionadas à religião, comportamento humano (psicológico), sistemas filosóficos, características sociológicas, estilística, etc, os quais os gêneros de autoajuda e religiosos, em meu ponto de vista, não proporcionam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Muitas vezes o leitor nem sabe que essas obras existem (literatura &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;stricto sensu&lt;/i&gt;), até mesmo porque o que bate em sua porta, o que aparece na revista de beleza, o que está exposto nas vitrines são aqueles produtos que o mercado editorial acha palatável, fácil de ler e com preço acessível, e pela falta de vários fatores, tais como:a formação do leitor, políticas públicas em leitura e um sistema educacional “falho” (independente de ser uma educação pública ou privada, universitária ou básica) cerceiam as escolhas dessa “nova classe de leitores” (e por que não as outras classes, A e B?). Por isso é importante a formação do leitor invés do hábito da leitura, na qual também existam políticas públicas que facilitem o conhecimento e o acesso daquelas obras literárias, até mesmo para que o leitor tenha condições suficientes para escolher e aprofundar a sua leitura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Enfim, é ser reducionista e até mesmo ingênuo dizer, como faz o antropólogo citado, que a pessoas vão ler os livros, mas não os que os intelectuais querem. Neste sentido são válidas as leituras do livro &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Por que ler os Clássicos&lt;/i&gt;, de Ítalo Calvino e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Como e por que ler os clássicos universais desde cedo&lt;/i&gt;, de Ana Maria Claro Machado. Além disso, é interessante apontar para grupos de leitura, os quais vêm desenvolvendo a formação do leitor, conforme mencionamos.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6970367490843880742#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6970367490843880742#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: ES-TRAD; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Conferir: &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;a href="http://www.grupoprazerdaleitura.blogspot.com/"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;www.grupoprazerdaleitura.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt; e www.palimpsestos-jf.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-8763088190968928136?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/8763088190968928136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/criticas-sobre-materia-nova-classe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/8763088190968928136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/8763088190968928136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/09/criticas-sobre-materia-nova-classe.html' title='Críticas sobre a matéria A Nova Classe Leitora, da Revista Carta Capital, publicada no dia 26 de abril de 2011.'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-8299739944822676420</id><published>2011-08-30T07:43:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T07:44:36.734-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Capitu traiu ou não traiu?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Capitu traiu ou não traiu?, de Raphael Reis&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Leaphar entrou na livraria S., localizada na cidade mais conhecida como Manchester Mineira, apesar de que, atualmente, suas fábricas e indústrias estão “pegando” as boas ondas nas praias do Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Observou a decoração em madeira, percorreu com o olhar as prateleiras. Queria algo de ficção científica, mas o que mais chamou sua atenção foi a seção de romances. Tomou em suas mãos o dvd de Tristão e Isolda&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;; gostou da sinopse, qualquer dia o iria ver. Imediatamente lembrou-se, de relance, do caso do “Curioso Impertinente” – foi algo efêmero. Abriu o livro de Shakespeare, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2B0C918T00;"&gt;Romeu e Julieta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;, mas levou&amp;nbsp; mesmo foi &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2B0C918T00;"&gt;Dom Casmurro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;, embora já o tivesse lido na época de vestibulando; gostava dos escritores nacionais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2B0C918T00;"&gt;fast food &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;e outros tipos de consumismos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Saiu da livraria, andou pelo shopping, viu pessoas bonitas, a maioria fútil, que se entupiam de &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Admirou esteticamente algumas garotas, até assobiou para algumas. Seu pescoço às vezes parecia entortar de tanto olhar para trás. Tenho para mim que esses comportamentos revelam a sensibilidade que o homem tem em apreciar o belo.&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chamou-lhe atenção a promoção do vinho chileno, Santa Helena; saboreou-o em sua imaginação, paladar convidativo. Porém, levou mesmo foi o vinho argentino Trapiche, induzido pelo vendedor.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Saiu naquela tarde chuvosa; desceu os degraus, satisfeito com suas compras. Combinação perfeita: leitura e vinho. Deixou o shopping pensando na namorada Geise. Talvez fosse mais interessante a companhia feminina para a degustação do vinho. Decidiu: foi para a casa da namorada. Lá chegou às vintes horas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;no bairro nobre do Bom Pastor. Beijou-a e, em seguida, assentaram- se no sofá. Assistiram a qualquer coisa sem importância, programação de domingo.&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Leaphar lembrou-se do dia anterior; os dois haviam comprado algumas caixas de bis; duas de bis branco e duas de preto. Colocaram no pote da mesa de centro, variando bis preto e branco. Geise detestava bis branco; ele gostava.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Leaphar abriu o pote e observou que só havia bis preto. Em um relance, pensou: quem teria comido os bis brancos, visto que Geise morava sozinha e possivelmente não recebia visitas? Logo, perguntou a Geise: alguém veio aqui? Quem comeu os bis brancos?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela serenamente respondeu que deu vontade e comeu todos eles. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;Inconformado, incomodado e confuso, levantou-se do sofá, foi até a geladeira, guardou o Trapiche. Silencioso, ficou a olhar o vazio da geladeira. Pegou a garrafa de champanhe da noite anterior, um problema sensorial: a garrafa estava em um terço de líquido, embora tivessem deixado pouco mais de meia garrafa – ausência suficiente para duas meia taças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Voltou à sala, caminhou até a varanda, avistou a bela paisagem que lhe configurava. A pracinha do Bom Pastor estava linda naquela noite, dia de lua cheia. Lembrou-se de uma das aulas de história na qual o professor dizia, com certo ar romano, as palavras de César para sua esposa: – não basta que sejas honesta,&lt;/div&gt;&amp;nbsp;tens que parecer honesta!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pensamentos flageladores, bis brancos e champanhe, honestidade e aparência da honestidade. Geise podia até ser honesta com ele, mas não estava aparentando ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É saber que no contexto em que vivera, a traição era algo normal, perdoável e até justificável. Às vezes, a vítima é que era culpada, mas não para ele; tinha uma honra a zelar.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estava evidente: Geise tomou champanhe com alguém e esse desgraçado alguém comeu seus bis brancos. Pensamentos construíram a cena da traição. Os sorrisos de Geise com o anônimo, seguidos de seus olhos sedutores de cigana, o champanhe sedutor, a vestimenta e o que a teria levado a fazer aquilo. Ele era um bom rapaz, sempre a respeitou. Pode dizer a leitora maliciosa e feminista: mas ele mexia com as garotas, as devorava&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;com os olhares. Mas, desafio esse tipo de leitora: qual homem que não faz isso? Friso: essa atitude é mais estética do que outra coisa, acreditem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enraivecido, rangeu os dentes. Deu vontade de chorar, não chorou. Geise, notando a tensão do namorado&amp;nbsp; perguntou, dissimuladamente, se havia acontecido algo e pediu para que ele se sentasse ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Leaphar só escutou a primeira parte. Disse que estava com mal-estar, despediu-se e combinou que no outro dia ligaria. Entrou no elevador e notou que sua fisionomia não estava nada boa. Encarou sua imagem no espelho e percebeu-se um fracasso; envergonhou-se; imaginou como seria a reação das pessoas quando soubessem que ele fazia parte do clube dos cornos. Gritou, silenciosamente, filha da puta!&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os sonhos, o dia de trabalho, foram intranqüilos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O celular tocou, era Geise. Disse a Leaphar que algumas meninas da universidade a convidaram para ir a uma churrascaria e fez questão de deixar bem claro que não havia nenhum garoto na turma. Leaphar ficou mais desconfiado e irritado, embora tranquilo por uma suposta ausência masculina, isto é, claro, se fosse verdade. Respondeu que estava tudo bem, que poderia ir sem problemas, porém, não queria que ela fosse de jeito algum.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Às vinte e três horas ligou para a casa de Geise, só chamava, ela não tinha voltado. Desesperado, ficou a sua espera no outro lado da rua. Ficou à espreita. Quem iria trazê-la para casa, pensou. Passaram-se mais trinta minutos; ligou para o celular da namorada. Depois de três chamadas insistentes, Geise atendeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Leaphar não escutou uma palavra da namorada, só ouviu uma voz masculina que ria ao fundo. Desligou&amp;nbsp; tremendo de raiva e suas suspeitas já eram a mais pura realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;O ódio e a imaginação lhe tomaram conta. Não aguentava mais esperar, seria insuportável ver a traição. Angustiado, lamentava&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o que estava acontecendo com ele. Os fatos já indicavam tudo. Percebeu as polaridades do ser humano: o amor e o ódio, a &lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;traição e a fidelidade, instinto animal e comportamento padronizado. Foi para casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O racional virou irracional e o irracional virou racional. Desprezou Geise, rechaçou todos os telefonemas, não queria mais conversar com ela, ignorou-a completamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após o sexto dia, a convite de um amigo, foi a um churrasco. Claro, sem Geise, nem comunicou a ela que iria. Lá encontrou Paula, mulher de fascínio e qualidades mil. Um metro e setenta de altura, cabelos lisos pretos e compridos, olhos escuros, roupa sedutora e salto alto com estampa de onça, unhas pintadas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;da cor que ele mais gostava – o vermelho.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Contudo, entre todas essas qualidades, o que mais chamou a atenção de Leaphar foi a boca e o sorriso. Gostava de mulheres que tinham boca grande e lábios carnosos, apesar de que os de Paula eram leves e finos.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Primeiro, disfarçou. Colocou a aliança de compromisso em um dos bolsos da calça, aproximou-se, conversou alguns minutos e finalmente se beijaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para Paula ele foi apenas mais um e para Leaphar foi a glória, sentimento de alívio, de vingança, de revanche. Suas angústias foram desaparecendo aos poucos; afinal, para ele, os dois&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;estavam, agora, quites.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chegando a sua casa, tomou uma ducha refrescante. Antes de dormir, foi até sua mini-biblioteca. Pegou em mãos o livro machadiano que comprara na livraria; estava no último capítulo, “E Bem, e o Resto”?&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como se algo estivesse errado, leu, desconfortavelmente: “não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti”.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fechou o livro apressadamente, o desassossego lhe reinou. Foi ao telefone, ligou para Geise.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Este conto faz parte da obra "Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram", de Raphael Reis&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-8299739944822676420?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/8299739944822676420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/08/capitu-traiu-ou-nao-traiu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/8299739944822676420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/8299739944822676420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/08/capitu-traiu-ou-nao-traiu.html' title='Capitu traiu ou não traiu?'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-7251894919183020042</id><published>2011-08-28T09:55:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T10:05:56.849-07:00</updated><title type='text'>Livro: Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TZiyIc30oNQ/TlpyGRHKZwI/AAAAAAAAAW8/u-5YOZwQc1M/s1600/Capa+-+Raphael+de+Oliveira+Reis+-+C%252B%25C2%25A6pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" qaa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-TZiyIc30oNQ/TlpyGRHKZwI/AAAAAAAAAW8/u-5YOZwQc1M/s320/Capa+-+Raphael+de+Oliveira+Reis+-+C%252B%25C2%25A6pia.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;Prefácio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Senhores e Senhoras,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Investindo-me na função de prefaciador, quis o autor Raphael Reis me dar a oportunidade de escrever depois de tantos anos. Agradeço o convite. Digo que buscarei, na medida do possível, corresponder à vossa confiança e ser sucinto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Esta é a primeira obra do nosso mais novo prosador e como me confidenciou, quer ser o primeiro brasileiro a ganhar o prêmio Nobel, apesar de eu não acreditar nisso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Foram escritos 15 contos: uns péssimos, outros bons, como naturalmente acontece.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não posso comentá-los, pois assim perderia qualquer graça que por ventura eles possam ter. Ou seja, caro leitor, leia você mesmo e teça suas próprias conclusões. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Está prefaciado o prefácio. Que comece a leitura!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Machado de Assis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Verão de 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2B0DE48T00; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: TTE2B0DE48T00; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTE2ACE9C8T00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;O Destino de um morto ............................................................... 13&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Capitu traiu ou não traiu? ........................................................... 15&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O envelope .................................................................................... 19&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O Estranho conhecido .................................................................. 22&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O Príncipe ...................................................................................... 23&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Simplicidade .................................................................................. 28&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Entre a Sorte e o Azar ................................................................... 32&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Quer comprar minha esposa? ...................................................... 35&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Livros Falantes ............................................................................... 39&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O Invisível Presente ....................................................................... 42&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Memórias de Auschwitz ................................................................ 44&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;José Datrino ................................................................................... 50&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A merda .......................................................................................... 54&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Em nome de Deus .......................................................................... 56&lt;/div&gt;Encontro literário ........................................................................... 60&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;strong&gt;Pontos de Venda:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Direto com o autor: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;a href="mailto:r.reis23@oi.com.br"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;r.reis23@oi.com.br&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt; ou donraphaelreis@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;R$ 15,00 + frete&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Livraria A Terceira Margem:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;http://www.aterceiramargem.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;(32) 3216-7320&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Rua Halfeld, Galeria Pio X, 2º piso, Loja 127&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;R$ 15,00 + frete&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Planet Music&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Av. Independência, 1522&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;(32) 3213-9964&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;R$ 15,00 + frete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Livraria Vozes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Rua Espírito Santo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;R$ 15,00 + frete&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Livraria Liberdade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Rua Santa Rita, 545.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;(32) 3215-7863&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;R$ 15,00 + frete&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Mercado Livre&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;a href="http://www.mercadolivre.com.br/"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;www.mercadolivre.com.br&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;R$ 15,00 + frete&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Livraria Asabeça:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;a href="http://www.livrariaasabeca.com.br/"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;http://www.livrariaasabeca.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;(11) 3031-3056&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-7251894919183020042?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/7251894919183020042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/08/contos-que-machado-de-assis-e-jorge.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/7251894919183020042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/7251894919183020042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/08/contos-que-machado-de-assis-e-jorge.html' title='Livro: Contos que Machado de Assis e Jorge Luis Borges Elogiaram'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TZiyIc30oNQ/TlpyGRHKZwI/AAAAAAAAAW8/u-5YOZwQc1M/s72-c/Capa+-+Raphael+de+Oliveira+Reis+-+C%252B%25C2%25A6pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2421912086318354612.post-4546672294617499136</id><published>2011-08-28T09:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T09:58:04.500-07:00</updated><title type='text'>Livro: São Francisco de Assis, herético?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZtnDrE6sd_Y/TlpvpSN4XmI/AAAAAAAAAW4/6VZC1k-7VN8/s1600/capa+p+divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" qaa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZtnDrE6sd_Y/TlpvpSN4XmI/AAAAAAAAAW4/6VZC1k-7VN8/s320/capa+p+divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;SINOPSE&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;O objetivo deste livro é apresentar um estudo sobre a interação que se desenvolveu entre São Francisco de Assis, a Igreja Católica e o contexto herético. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Neste contexto, na aurora do século XIII, advindo das conjunturas de inovações, desde o ano mil, a saber – cruzadas, renascimento urbano, ressurgimento das cidades, surgimento de novas classes (mercantil e intelectual), reforma papal com Gregório VII, vontade dos leigos em participarem de uma espiritualidade mais ativa, o surgimento de grupos heréticos que contestavam as posturas da instituição católica – proporcionou a São Francisco uma ação distinta do que havia até então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A Instituição Católica delineava a não ortodoxia, ou seja, quem era e quem deveria ser condenado como herege. Assim, herege era quem desvirtuava os preceitos católicos e&amp;nbsp;era desobediente à hierarquia eclesiástica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Consideramos que Francisco permaneceu na ortodoxia por dois motivos: por sua obediência absoluta à Santa Sé Romana e pelo seu respeito aos dogmas e veneração aos sacramentos. Contudo, concluímos que Francisco configurou uma nova espiritualidade, distinta da espiritualidade que a Igreja Católica praticava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoBodyText" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;SUMÁRIO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Informações Importantes..................................................8&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;"&gt;PANORAMA HISTÓRICO DO SÉCULO XI AO XIII&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l0 level2 lfo2; tab-stops: list 53.4pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1.1&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Sociedade......................................................20&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; mso-hyphenate: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l0 level2 lfo2; tab-stops: list 53.4pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1.2&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A Importância das Cidades...........................24&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; mso-hyphenate: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l0 level2 lfo2; tab-stops: list 53.4pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;1.3&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Transformações da Espiritualidade...............29&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="2" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: none; mso-list: l1 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;"&gt;FRANCISCO DE ASSIS, HERÉTICO?&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt;"&gt;2.1 Os Séculos das Heresias...............................38&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt;"&gt;2.2 Francisco à Beira da Heresia........................50&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Referências Bibliográficas.............................................74&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Anexos...........................................................................79&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;strong&gt;Pontos de Venda:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Disponível somente em arquivo PDF.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;R$ 10,00&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Entrar em contato: &lt;a href="mailto:donraphaelreis@yahoo.com.br"&gt;donraphaelreis@yahoo.com.br&lt;/a&gt; ou &lt;a href="mailto:r.reis23@oi.com.br"&gt;r.reis23@oi.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2421912086318354612-4546672294617499136?l=donraphaelreis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/feeds/4546672294617499136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/08/livro-sao-francisco-de-assis-heretico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4546672294617499136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2421912086318354612/posts/default/4546672294617499136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://donraphaelreis.blogspot.com/2011/08/livro-sao-francisco-de-assis-heretico.html' title='Livro: São Francisco de Assis, herético?'/><author><name>Raphael Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00307080905532029793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_uDPL_ZXmgXI/S9gg6lIFTUI/AAAAAAAAAJg/9wyQlHkqkug/S220/PC090006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZtnDrE6sd_Y/TlpvpSN4XmI/AAAAAAAAAW4/6VZC1k-7VN8/s72-c/capa+p+divulga%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
